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Algumas manobras espertas.

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O Estado de S.Paulo – Opiniões:

Uma manobra esperta

Alguns diligentes parlamentares dedicam-se a encontrar com urgência uma fórmula capaz de suprir a falta do dinheiro das empresas

O Estado de S.Paulo

 

A generosa doação de dinheiro de corporações empresariais para os partidos, em boa hora coibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), habituou os políticos a um elevado padrão de gastos em campanhas eleitorais que, por imposição dos marqueteiros, se tornaram caríssimos espetáculos midiáticos, muito mais do que um meio de divulgação de ideias e propostas políticas. É o domínio da forma sobre o conteúdo, o caminho mais fácil para quem só tem a oferecer discurso vazio. De olho nas eleições de 2018 e inconformados com a interdição de uma fonte de recursos que parecia inesgotável, alguns diligentes parlamentares dedicam-se a encontrar com urgência uma fórmula capaz de suprir a falta do dinheiro das empresas. A única possibilidade a seu alcance é óbvia: recursos públicos. Os brasileiros podem ir se preparando, portanto, para pagar, na forma de impostos, uma conta salgada.

Os partidos políticos podem contar com o Fundo Partidário, que este ano chega a quase R$ 900 milhões a serem distribuídos proporcionalmente pelas 35 legendas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e com o chamado “horário gratuito” na mídia eletrônica, para veiculação regular de propaganda partidária e, no período eleitoral, para uso dos candidatos, o que no ano passado custou aos cofres públicos R$ 576 milhões. Pingam ainda nas contas bancárias dos partidos as escassas doações de pessoas físicas, cuja insignificância traduz a descrença na chamada classe política.

A perspectiva de ficarem à míngua diante das urnas de 2018 acabou reduzindo a discussão, no Congresso Nacional, da tão apregoada reforma política, à corrida atrás de uma improvisação capaz de “salvar” a próxima campanha eleitoral, às expensas, é claro, dos cofres públicos. Este espaço tem sido frequentemente utilizado na defesa da tese de que a funcionalidade do sistema democrático de governo tem um custo que deve ser pago pela cidadania. Mas essa cobrança não pode ser compulsória, impositiva. O cidadão deve ter liberdade para exercer o direito de escolha de seus representantes num processo que pode, ou não, ir muito além do exercício do voto, implicando, se não militância ativa, o patrocínio, no limite das possibilidades de cada um, do ideário e da ação dos agentes políticos em quem confia.

Numa democracia, por se tratar de um exercício individual de consciência e não do mero cumprimento de uma formalidade legal, obrigatória ou não, o apoio a uma legenda partidária é uma questão de foro íntimo de cada cidadão, com a qual o Estado nada tem a ver. Os partidos políticos, portanto – até porque são entidades privadas –, devem manter-se livres de interferência estatal, a não ser as de natureza institucional, como a determinação e fiscalização legais das regras de funcionamento.

Em termos de fundamentos democráticos, no entanto, o nível da atividade política entre nós anda tão rasteiro que, no momento, alguns parlamentares, que já pensaram em criar um Fundo Eleitoral, cogitam agora de burlar o controle legal do funcionamento dos partidos destinando ao já existente Fundo Partidário vultosos recursos para campanhas eleitorais. O Fundo Partidário existe, basicamente, para financiar o funcionamento das 35 legendas hoje registradas na Justiça Eleitoral. Já é um abuso antidemocrático, pois retira de todos o sustento de organizações privadas cuja sobrevivência só interessa a alguns.

A legislação estabelece que, quando se trata de eleições proporcionais, para deputados e vereadores, os recursos financeiros destinados às campanhas, como os de um eventual Fundo Eleitoral, devem ser igualitariamente distribuídos entre todos os candidatos de uma chapa. Isso não interessa às lideranças partidárias, que preferem privilegiar os candidatos com maior potencial eleitoral. A solução seria então destinar recursos “suficientes” para o Fundo Partidário – e pensa-se num adicional de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões – que, imagina-se, poderiam ser livremente distribuídos pelos donos das legendas. É o que, aparentemente, se pode esperar no futuro próximo em termos de “reforma partidária”.

Como olhar a crise

A crise política, econômica, social e moral que tanto abate o ânimo dos brasileiros começou com o sr. Lula da Silva

O Estado de S.Paulo

 

A atual crise brasileira vem de longe. Com uma seletiva falta de memória, alguns falam dos maus tempos que o País atravessa como se eles tivessem começado no ano passado, com a chegada de Michel Temer à Presidência da República. Outros, ainda menos afeitos aos fatos, comentam as instabilidades nacionais como se sua origem pudesse ser encontrada no mês passado, com o vazamento da delação do sr. Joesley Batista. Tais visões são evidentemente deformadas. A crise política, econômica, social e moral que tanto abate o ânimo dos brasileiros começou com o sr. Lula da Silva, com a apropriação da administração federal, de alto a baixo, para fins partidários. Foi na chegada do PT ao governo federal, há mais de uma década, portanto, que o cumprimento da lei, o interesse público e o respeito às instituições perderam relevância na tomada de decisões.

Logicamente, uma crise com essas feições, cevada ao longo de tantos anos e especialmente turbinada pela ignorância e o voluntarismo de Dilma Rousseff, semeia muitas dúvidas a respeito da viabilidade do País e de suas instituições. E não foram apenas erros na condução da política econômica. Os escândalos de corrupção e as licenciosidades com a lei, também por parte de quem deveria cumpri-la exemplarmente, contribuem para pôr em questão a capacidade de o Brasil retornar aos trilhos do desenvolvimento econômico e social.

Nesses momentos de horizonte opaco, em que recai sobre o futuro nacional densa neblina de incertezas, é preciso redescobrir os fundamentos sobre os quais seja possível construir soluções efetivas. Ao contrário do que alguns dizem, nem tudo está perdido. Nessa tarefa de olhar o cenário da vida nacional com serenidade, pode ser útil aprender com os investidores estrangeiros, como aponta Zeina Latif, em sua coluna de quinta-feira passada no Estado. “Os estrangeiros, menos contaminados pelo noticiário local, avaliam de forma mais serena e pragmática os riscos pela frente”, diz a economista.

Para essa avaliação mais serena, não é preciso fechar os olhos à realidade. O que faz falta é justamente olhar mais longe, ampliando os limites da vista. “Os estrangeiros têm visão mais global e não veem o Brasil como caso isolado de país problemático. Depois de Brexit e Trump, esses investidores parecem um pouco anestesiados. Nada os surpreende tanto assim. Muitos minimizam os riscos para a eleição de 2018, dizendo que, nos EUA, eles têm o Trump”, afirma Zeina Latif.

Outra característica valiosa dos estrangeiros, que afeta o seu olhar sobre o Brasil, é a tendência ao pragmatismo e à ação. Os estrangeiros “querem saber mesmo o que vem pela frente: como fica a agenda de reformas, o time econômico, a política econômica, o risco de deslize fiscal e o espaço para cortar a taxa de juros. Querem discutir as oportunidades”.

Certamente, tal pragmatismo é muito importante para que o País possa reencontrar os rumos do desenvolvimento. Sem esse dinamismo, até mesmo o que é em si positivo, como a investigação de crimes praticados por agentes do Estado, dando oportunidade para interromper a prática criminosa e punir os culpados, torna-se ocasião para simples lamúria e letargia. “Ainda que o quadro recomende cautela, é importante não se deixar contaminar excessivamente pela crise política na tomada de decisões. Cautela sim, retranca não”, diz Zeina Latif.

A saída da crise não virá, como alguns parecem fazer crer, de uma decisão judicial pondo o último corrupto na cadeia. Além de utópica, já que nunca chegará esse dia, tal crença só conduz à passividade, como se a população tivesse de esperar o fim da crise para empreender, trabalhar, contratar, etc. A esse respeito, deve-se aprender também com o governo de Michel Temer, por muitas que sejam suas deficiências. Mesmo com o cenário conturbado, realizou significativos ajustes na economia e continua disposto a levar adiante as tão necessárias reformas. O País está hoje melhor do que estava um ano atrás. E talvez os estrangeiros percebam esse fato mais facilmente do que os próprios brasileiros.

Fórum dos Leitores

O Estado de S.Paulo

 

CORRUPÇÃO

A pizza dos deuses

Os deuses da Corte Suprema decidiram e está decidido, ninguém pode contestar. Em conluio com os empresários mais corruptos do País, monta-se uma arapuca para o presidente da República, com anistia para os criminosos confessos de centenas de crimes contra a sociedade brasileira, um dos deuses do Supremo Olimpo homologa a denúncia de forma açodada, antes mesmo das devidas comprovações e perícias, espalha-se tudo para certa imprensa oportunista, a fim de alarmar o povo e crucificar o presidente da República e… tudo bem? É isso mesmo, essa é a verdade suprema! O povo brasileiro tem de engolir essa pizza produzida pela Corte Suprema do Brasil, sem contestar e sem ânsias.

VAGNER BRAZ RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

Polícia Federal valida áudio

Afinal, o perito Ricardo Molina, contratado pelo Palácio do Planalto e que certificou ter sido manipulada a gravação do presidente Michel Temer feita por Joesley Batista, da JBS, foi imperito ou venal?

MARCELO GOMES JORGE FERES

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

Que país é esse?!

Um mega criminoso que se beneficiou de empréstimos fabulosos do BNDES por ser amigo de um ex-presidente monta uma delação contra o atual presidente, ajudado pelo procurador-geral da República, pela Polícia Federal e por um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e sai da delação como herói, recebendo liberdade total. E um dos delatados, justamente o presidente, vai ser incriminado pela Procuradoria, cujo titular é seu inimigo pessoal? Salve-se quem puder, ou melhor, quem tiver amigos poderosos!

TOSHIO ICIZUCA

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

Eu queria saber: que país é esse onde o ladrão merece perdão?

ANTONIO MARCOS CAMPANHÃ

marcoscam57@gmail.com

Avaré

Questão maior

O procurador-geral da República tem todo o direito de apresentar denúncia contra Michel Temer, assim como o STF tem o direito de homologar acordos de delação premiada com a JBS ou com quem quer que seja, em nome da boa prática da justiça. Sob os aspectos técnicos e jurídicos, não há o que discutir. Mas há uma questão que paira sobre todo esse cenário e se recusa a silenciar: na eventual saída abreviada de Michel Temer, não há no momento, e não haverá, nenhum nome de consenso nessa Câmara dos Deputados – heterogênea e movida a interesses pouco ortodoxos – capaz de substituí-lo. O vazio deixado por Temer provocará uma crise institucional de tal ordem que fatalmente modificará o curso das reformas e dos indicadores econômicos – para pior, é claro. Há 14 milhões de desempregados ansiosos por uma luz no fim do túnel. Mas a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal não parecem estar muito preocupados com eles.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Cuidado com o tropeço

Tenho a impressão de que o procurador Rodrigo Janot sofre com uma pontinha de ciúme pela fama de eficiência e integridade que o juiz Sergio Moro conquistou entre a população. O câncer da corrupção brasileira brotou há vários anos, Janot já trabalha na Procuradoria há vários anos também, foi nomeado chefe pela ex-presidenta em 2013, mas parece que só começou a perceber a infestação de pragas na sua vizinhança após a deflagração da Lava Jato, em 2015, bem longe de Brasília. Agora desatou a disparar a espingarda, mas dá a parecer que escolhe os alvos. Acho que ele perdeu o bonde e está tentando alcançá-lo. Se tropeçar… adeus, bonde!

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

Crime e castigo

Se arrependimento matasse… Talvez se pudesse imaginar as consequências Joesley Batista não tivesse, na calada da noite, gravado um áudio clandestino no Palácio do Jaburu para tentar incriminar o presidente Michel Temer. As suas empresas, a partir desse episódio e da sua estranha delação, só perdem faturamento e imagem no mercado! Com caixa vazio e dívidas altíssimas de curto prazo, bancos credores não liberam mais empréstimos. A saída tem sido a urgente venda de ativos para tentar a sobrevivência do grupo. Porém, como a JBS está em dívida com a Justiça, e por corrupção, fez bem o juiz da 10.ª Vara Federal de Brasília, Ricardo Augusto Soares Leite, em bloquear a venda de seus ativos, incluindo o já negociado com a rival Minerva, por R$ 1 bilhão! A defesa da empresa contesta essa decisão e em nota lacônica alega que a JBS é vítima de retaliação, estaria sendo perseguida por ter colaborado com autoridades para o esclarecimento de crimes. Só que esses crimes foram praticados pelos donos da JBS, que compraram facilidades corrompendo 1.829 parlamentares, governadores, presidentes da República, etc.! Tudo isso indigna o povo brasileiro. À JBS resta pagar caro pelos crimes.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

Então, estão querendo se desfazer de empresas compradas com recursos do BNDES? Nem a pau, Joesley!

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

PERIGO NO TRÂNSITO

Sinal verde dos dois lados

Faz dias, quase aconteceu uma colisão de dois carros na esquina das Ruas Domingos Barbiere e Hugo Carotini, no Caxingui, porque um dos semáforos estava desalinhado 45 graus, ou seja, com luz verde visível nos dois sentidos. Passo por lá há anos e o farol sempre esteve corretamente alinhado. Informei a um agente da CET que encontrei mais adiante e ele logo saiu para o local. A partir desse incidente comecei a prestar atenção e, para meu espanto, encontrei vários semáforos desalinhados, uns mais, outros menos, com o foco de luz numa posição que confunde perigosamente os motoristas. Contei isso a amigos e alguns disseram ter notado esse mesmo problema em várias partes da cidade. O que está acontecendo? É comum ver caixas de sinalização arrombadas, semáforos e placas de trânsito pichados e outras depredações. Mas isso? Molecagem ou ação muito perigosa? Confesso: minha preocupação é que seja mais uma ação política radical, ou como queiram chamar. Alguém tome providências, descubra os responsáveis e os puna nos termos da lei, antes de um acidente fatal.

ARTURO CONDOMI ALCORTA

arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

MOTIVO DE VERGONHA

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O Brasil de Michel Temer vai perder mais de R$ 166 milhões este ano da ajuda norueguesa para a preservação da Amazônia, em razão do aumento do desmatamento na região. Mais um motivo de vergonha para o País. Pior ainda é ouvir o ministro o Meio Ambiente, Sarney Filho, dizer que “só Deus pode garantir a queda no desmatamento” na Amazônia. Seria cômico, se não fosse trágico.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

A AMAZÔNIA É NOSSA

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É compreensível a decisão da Noruega – o maior doador do Fundo Amazônia – de cortar 50% do dinheiro enviado ao Brasil para reduzir o desmatamento na Floresta Amazônica, pois trata-se de um problema que “só Deus pode garantir”, como declarou o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Ou seja, aceitar o dinheiro dos outros é fácil, o difícil é fazer o que foi combinando. Vergonha!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

REPÚBLICA DAS BANANAS

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Os governantes brasileiros presumem que seus pares de países estrangeiros e sérios como a Noruega sejam ingênuos e/ou otários. A Noruega já doou mais de R$ 3 bilhões para a preservação da Floresta Amazônica e proteção dos povos indígenas, e atualmente repassava R$ 400 milhões anualmente ao Fundo para a Proteção da Amazônia, mas teria de haver obrigatoriamente a contrapartida de diminuir o desmatamento desenfreado da Amazônia, o que não vem acontecendo. Fica a pergunta: para onde ia a verba doada pela Noruega? Com certeza, não estava sendo direcionada para a Amazônia, mas para os bolsos dos burocratas brasileiros. É o famoso “jeitinho brasileiro” de tentar levar vantagem em tudo e achar que todos são otários.

Lauro Fujihara laurofujihara@gmail.com

Araçatuba

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SOBERANIA

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Ao aceitar a existência do Fundo Amazônia, o Estado brasileiro perdeu a soberania de decidir sobre os rumos da política ambiental, ficando sujeito a constrangimentos externos quando o Congresso aprovar leis que não agradem aos patrocinadores do fundo. Cabe ao Executivo comprovar que aplicou os recursos recebidos de forma eficaz, e ao patrocinador apenas se retirar se não estiver satisfeito, jamais repreender o governo brasileiro. Afinal, como estão sendo empregados os recursos doados? Essa é a questão que nos interessa.

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Paulo Marcos Gomes Lustoza pmlustoz@gmail.com

Rio de Janeiro

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INFERNO ASTRAL

O momento não é bom para o Brasil. Corrupção, crises política e econômica que se arrastam e seus 14,2 milhões de desempregados. E o presidente Temer, também investigado por corrupção, tentando atravessar a “pinguela”, como diz FHC, viaja para o exterior na tentativa de oferecer oportunidades de investimentos no País, mas ouve o que não deveria ouvir.

Resultado de imagem para OSLO – A viagem do presidente Michel Temer a Oslo

Na Noruega, depois de referir-se ao rei norueguês como “o rei da Suécia” (gafe pura), Temer recebeu um puxão de orelha da primeira-ministra Erna Solberg, que, preocupada com a corrupção no Brasil, disse ao nosso presidente que espera “limpeza com a Lava Jato”.Temer Noruega

Em seguida, a primeira-ministra, demonstrando não confiar no nosso programa de redução do desmatamento na Amazônia, anunciou que, dos R$ 400 milhões anuais prometidos pela Noruega para o Fundo da Amazônia, cortaria 50%, ou R$ 200 milhões.

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E o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, presente na viagem, questionado sobre o corte de verbas, disse que “só Deus pode garantir redução do desmatamento”. Lamentável! O melhor que poderia fazer seria renunciar a seu cargo… Onde estão os homens de boa vontade (que temos) para consertar esta nação?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

VEXAME ECOLÓGICO INTERNACIONAL

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Em sua desastrada viagem à Rússia e à Noruega, o impopular e inoperante presidente Temer pagou caro pela omissão de seu desgoverno contra o desmatamento da nossa Floresta Amazônica, onde a devastação em 2016 avançou 29%, área equivalente à cidade do Rio de Janeiro. Nada foi feito, a não ser a degradação de nossas florestas em benefício das pastagens financiadas pelos bancos públicos, o que é pior que a saída do presidente Donald Trump do Acordo do Clima, porque lá as regras são a partir de 2019, e aqui a floresta e a biodiversidade perderam a vida a partir de 2016, neste governo omisso e corrupto que só pensa nas malas e nos recursos para seus apadrinhados. O presidente Michel Temer teve de engolir a seco o anúncio do corte das verbas para a Amazônia durante a fala da primeira-ministra norueguesa – e ele encerrou dizendo que se justificaria para “o rei da Suécia” à noite, num jantar. Uma gafe geográfica.

Jose Pedro Naisser jpnaissser@hotmail.com

Curitiba

MENOS…

Que se moderem as loas a países que posam de ultracivilizados, mas deixaram tristes legados, hoje pouco lembrados, e às vezes procedem de modo inconsistente com a fama que têm. Não nos esqueçamos de que o Japão foi responsável por incríveis genocídios na China e nas Filipinas e pelo ataque infame a Pearl Harbor, mas é lembrado como vítima inocente da bomba atômica. Começa a cair no esquecimento que a Alemanha ignizou a Segunda Guerra Mundial e montou o holocausto. Por outro lado, a Noruega, campeã na preservação do meio ambiente, critica o Brasil, embora infeste o Mar do Norte com plataformas de petróleo, garantidoras da sua altíssima renda per capita, e a Suécia é um dos principais fabricantes de armas do mundo. Menos, portanto…

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SUPERAMOS?

Estou chegando à conclusão de que Michel Temer não vive no mesmo Brasil em que nós, pobres mortais brasileiros, vivemos. Ele foi para a Noruega dizer que estamos deixando para trás uma severa crise econômica. Só se for para ele, que teve muitos anos para tirar dinheiro da corrupção.

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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EM MEIO À CRISE

A repercussão da visita do atual presidente do Brasil a alguns países europeus pode ser considerada como rápidas férias. A crise política que tem como base o comportamento inadequado de parte da classe política e empresarial denigre a imagem de um país que poderia ocupar um espaço importante no cenário mundial. E o presidente, portanto, foi recebido formalmente, sem nenhum destaque. É lamentável.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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O CHEIRO DA CARNIÇA

Quanto mais frágil o governo, maior o custo para aprovar alguma coisa no Senado e na Câmara. As hienas famintas já sentem o inconfundível cheiro de carniça que emana do governo de Michel Temer e vão dobrar a aposta até quebrar a banca. Temer terá de oferecer cada vez mais cargos, aprovar mais emendas parlamentares, distribuir mais malas de dinheiro, se quiser aprovar algo, pouco importando se o assunto é extremamente benéfico para a Nação. Por mais importantes que sejam as reformas propostas, o toma lá dá cá está hiperinflacionado pela fragilidade de Temer, e a tendência é de que este quadro só piore com o avanço das investigações e a falta de explicações plausíveis que, se existissem, já deveriam ter sido apresentadas pela defesa de Temer. O Brasil precisa de mudanças muito maiores do que o simples afastamento de outro presidente envolvido em corrupção, o Brasil precisa reinventar a maneira de fazer política.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DERROTA NO SENADO

O governo saiu derrotado no Senado Federal, na terça-feira, na votação da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), por 10 votos contra 9, quando os governistas já haviam contado as favas. Um alerta foi levantado no Planalto porque, além das dissidências possíveis, como a do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que não compareceu e foi substituído pelo suplente Otto Alencar (PSD-BA), que é contrário à reforma, o senador Eduardo Amorim (PSDB-SE) também votou contra. Esses dois votos seriam suficientes para mudar o resultado. Votou contra a reforma o senador Hélio José (PMDB-DF), que é próximo do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). O presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), culpou Temer pela derrota, por estar mais interessado na viagem à Rússia do que na articulação política do governo. Afirmou Tasso: “Temer levou todo mundo para Moscou e se esqueceu da votação”. As mais recentes acusações do empresário Joesley Batista contra Temer e as razões da saída de Maria Sílvia Bastos da presidência do BNDES contra Temer representam mais um round perdido. O solo é fértil de tipos como Calabar e Joaquim Silvério dos Reis, diante da fragilidade política que alcançou o presidente Temer. Seu primeiro tropeço político foi quando se aliou ao PT e prestou-se a reeleger Dilma Rousseff, que o introduziu na maior quadrilha do País, da qual Joesley diz que Temer é o chefe, desbancando Lula.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

RENASCIMENTO DO MENSALÃO?

Os vira-casaca que votaram contra a reforma trabalhista na CAS me fizeram pensar num renascimento do mensalão, bem ali, sob as barbas das múltiplas investigações de corrupção. Pode?

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

COMO UM GOL DA COPA

Gleisi Hoffmann (PT-PR) comemorou com um gol da Copa o revés do governo na CAS do Senado. Ela é a favor de um sistema trabalhista falido, comemorou os 14,2 milhões de desempregados no Brasil e, com certeza, espera feliz por uma piora ainda maior da economia. Eis a presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) que o PT merece, mas o povo não merece isso. O bom de tudo é que a pá de cal no seu partido capenga virá de avião, e não a cavalo, em 2018.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

Guarulhos

COMEMORAÇÃO

Só faltava esta, petistas comemorando a não aprovação do texto base da reforma trabalhista na Comissão de Assuntos Sociais. Coitados dos 14,2 milhões de trabalhadores atualmente desempregados!

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

DE QUE ELES RIEM?

É de conhecimento da população esclarecida – que sabe avaliar o que é bom para o Brasil e para o nosso dia a dia e que, infelizmente, não é a maioria – quem são os responsáveis por ter feito o País atingir o caos jamais visto anteriormente. Basta ver a foto estampada na primeira página do “Estadão” de quarta-feira (21/6), em que vimos comemorando hilariamente os senadores Gleisi Hoffmann (PT), Lindbergh Farias (PT), Humberto Costa (PT), Paulo Paim (PT) e Vanessa Grazziotin (PCdoB) a rejeição, por 10 votos a 9, na CAS do Senado, do parecer que pedia a aprovação do projeto da reforma trabalhista. Uma reforma que poderá beneficiar a população, abrindo novas frentes e postos de trabalho, por prever e permitir entendimentos entre contratadores e contratados.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

REFORMAS, COMEMORAÇÃO & RONCO

Cai a Bolsa, sobe o dólar, o desemprego continua, e políticos irresponsáveis comemoram. Isto é o Brasil, deitado eternamente em berço esplêndido…

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

REFORMAS JÁ!

No amplo universo de 167 milhões de brasileiros em condições de trabalho, apenas 33 milhões (20%!) têm carteira assinada. Diante de tal descalabro e do gigantesco contingente atual de mais de 14 milhões de desempregados, faz-se imperiosa a reforma trabalhista, sem mais delongas. Que os congressistas que integram a “vanguarda do atraso”, que prega a manutenção do vetusto “status quo” de sete décadas atrás, sejam derrotados em prol de uma nação moderna e progressista. Basta da maldita herança getulista-fascista! Reformas já, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

RÉQUIEM PARA UM PAÍS

O Brasil, definitivamente, não é um país. É um imenso vaso sanitário onde membros dos Três Poderes da República mandam às favas a moral, a ética e a decência. E lançam seus dejetos sobre a população, que tenta sobreviver nas águas revoltas da latrina tupiniquim. A luz no fim do túnel que alguns poucos otimistas ainda vislumbravam apagou-se de vez esta semana, se é que em algum momento ela realmente existiu. Estamos conscientemente e politicamente mortos. Jucá estava certo: a “suruba” tem de ser geral. Locupletemo-nos todos. Viva a esbórnia, volte o “inominável” e arrase de vez com esta deplorável terra. Os idiotas o aguardam.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

ESTAGNAÇÃO NA ECONOMIA

O revés sofrido pelo Planalto no Senado, embora haja a possibilidade de vencer no plenário da Câmara Alta, dá estímulo ao raciocínio de que nem a reforma trabalhista nem a previdenciária serão aprovadas pelo Poder Legislativo, o que leva ao pensamento de que nossos políticos até desejam a estagnação na economia. Isso porque, sem as reformas mencionadas, dificilmente as classes produtoras investirão no País, tendo, então, os brasileiros de amargar a estagnação da economia até 2018, exceto se fatos novos aparecerem, e em forma de verdadeiro milagre!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

AUMENTO DE IMPOSTOS?

Até agora, operações da Polícia Federal dos últimos quatro anos apuraram que a politicalha roubou do País cerca de R$ 123 bilhões. Ora, esse montante é quase o rombo do déficit público verificado pelos responsáveis pela economia brasileira. Portanto, não é justo que o honesto do povo pague essa conta dos fanfarrões públicos. A Polícia Federal, a Receita Federal, bem como a Justiça, deveriam se antecipar e cobrar essa fatura dos responsáveis que vilipendiaram as contas brasileiras, sob pena de prisão, excluindo e isentando os homens de bem, pois é a única e correta maneira de resolver o problema. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

SUSTENTAMOS ‘VAGABUNDOS’

A manifestação do presidente da Eletrobrás, publicada no “Estadão” de sexta-feira (“Presidente da Eletrobrás diz que grupo tem 40% de chefes ‘vagabundos’”), mostra que o bando de petistas que assumiu o poder e os empregos públicos nos 14 anos (2002 a 2015) tudo o que fez foi em benefício próprio, levando o País à situação de hoje: desemprego e pobreza. Quem assumiu, o vice de Dilma, não tem a mínima competência para governar. Quem vamos eleger em 2018? Para onde vamos? Brasileiros, precisamos de líderes! Vamos para as ruas nos manifestar!

Jose Paulo Ruzzante jp.ruzzante@uol.com.br

São Paulo

NOSSO FUTURO EM 2018

Depois do que vimos presenciando nos últimos dois anos, a impressão que nos passa é de que o País era um imenso lixão e que, de repente, veio um megatrator e remexeu toda aquela sujeira, trazendo à nossa consciência o mau cheiro e o entulho que ali adormecia. Caberá a nós o enterrarmos novamente, para continuar na esperança de que nada aconteceu, ou taparmos o nariz e em 2018 começar a desinfecção geral nos Três Poderes da Nação. Deixar de ser para sempre a terra das bananas, pizzas, etc.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

2022

A crise no Brasil não tem data para acabar. E, até que acabe, continuará crescendo, como vem ocorrendo desde 2014. Todavia, já se sabe o que é necessário para que ela acabe: um novo partido, cuja liderança reúna honestidade, competência, credibilidade, patriotismo e apoio popular. Um pequeno detalhe: se isso não ocorrer em tempo de participar da eleição de 2018, a solução ficará para 2022.

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

COMPASSO DE ESPERA

Os brasileiros estão assim: em compasso de espera. Espera-se que deste mar de lama incandescente surja

uma figura política proba, independente, livre destes partidos políticos contaminados e comprometida exclusivamente em colocar o Brasil de volta nos trilhos do desenvolvimento.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

CIRO CANDIDATO

Bem, ao menos com uma das candidaturas “exóticas” em 2018 ninguém precisará se preocupar: a de Ciro Gomes, cujo principal articulador foi anunciado como sendo aquele ministro de Lula que ainda não fala português (e não mora no País), Mangabeira Unger. Já dizia Chacrinha, “quem não se comunica”…

Antonio C. de Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

CRIME ELEITORAL

Se, como mostrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no julgamento da cassação da chapa Dilma-Temer, mesmo com excesso de provas, foram absolvidos, imagino que para condenar novos “suspeitos” de corrupção, somente com a apresentação do corpo (que deve testemunhar sob juramento) acompanhado de carta de confissão, devidamente periciados.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

2018 NO ESTADO DE SP

Seria muito bom se em 2018 houvesse dois nomes de mundos completamente diferentes no páreo pelo governo de São Paulo. Um, apadrinhado por Geraldo Alckmin e Michel Temer, e outro independente.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com – São Paulo

A POLÍTICA DEMONIZADA

Durante seminário em Brasília, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin declarou que “o Brasil pode orgulhar-se da democracia que tem e que exercita. O sistema e as instituições estão a funcionar, portanto não há que se falar em crise institucional”. Para o ministro, “não se pode demonizar a política”. Pergunta a Fachin: quem demoniza a política, são os políticos que roubam ou o cidadãos indignados com os políticos que roubam e ainda continuam impunes, muitos sob o manto do STF?

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

CAMINHO DO DESASTRE

Com palavras roubadas à epístola de Paulo aos hebreus – “sem derramamento de sangue não haverá remissão” – e, de má-fé, torcendo totalmente seu sentido cristão de remissão dos pecados pelo sangue purificador de Cristo, a deputada Benedita da Silva, em vídeo conhecido, conclama os brasileiros a lutarem entre si até a morte a fim de que a esquerda mais retrógrada reassuma o poder. (Foi aplaudida, quando deveria ser cassada!) Temo que tal despautério tenha eco no coração do povo assolado por tantos escândalos e crises sem fim. Passa-se a crer que a mera queda do governo Temer é o melhor para o Brasil. Esse parece ser também o pensamento do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal (STF), já que compactuaram com a liberdade de um bandido canalha que teria milhares de anos de penas a cumprir e nem sequer foi considerado chefe de quadrilha, quando é muito claro que o mando está nas mãos de quem possui o dinheiro sujo para comprar políticos venais. Após o desastre Dilma Rousseff, começamos, há um ano, a reverter o quadro de economia arrasada, o que poderia, com um pouco mais de tempo e boa vontade dos congressistas, restabelecer o emprego e nos colocar de volta no caminho da modernidade, com melhorias para todos. Todavia, o clima de guerra que se quer impor ao País, com a ajuda maléfica da imprensa marrom, não o permite. Que se punam os culpados por corrupção. Todos! não seletivamente, porém e à custa de mais embaraços ao desenvolvimento do País e incitação à luta entre brasileiros.

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

MAIS UM CRIME IMPUNE?

Sobre o pavoroso acidente ocorrido na BR-101, no Espírito Santo, na quinta-feira (22/6), quando uma carreta transitando com uma carga de 40 toneladas tombou e atingiu um ônibus que ia de São Paulo a Vitória, causando a morte de 22 pessoas – na sua maioria carbonizadas e passageiros do ônibus, além de outras que estavam nas duas ambulâncias que também se envolveram no desastre –, das matérias divulgadas pela mídia, constatamos que na realidade o que ocorreu foi mais um crime, cujos responsáveis, infelizmente, sairão impunes. A estrada é operada por concessionária desde 2013, ocasião em que foram desativadas as três balanças que existiam na região do Espírito Santo. Essa já é uma grave deficiência da rodovia, principalmente por ser trafegada mediante pagamento de pedágio, e, certamente, foi fator preponderante na ocorrência da tragédia. Também pudemos constatar, pelas imagens na TV, que a carreta trafegava com os pneus completamente carecas, ou seja, com a banda de rodagem totalmente gasta, tornando o veículo totalmente desgovernado em pistas molhadas ou com óleo no asfalto. Os responsáveis pela BR-101 e os responsáveis pela manutenção do veículo são indiscutivelmente culpados pelas mortes ocorridas. E o que mais nos revolta é saber que a nossa legislação é leniente em tais casos e a Justiça caminha devagar, navegando nas águas das chicanas, até o crime prescrever. E assim, ano após ano, vamos assistindo a uma série infindável de mortes, provocadas por gananciosos, que contam com a deficiência do sistema judiciário, enquanto nossos parlamentares só se preocupam em salvar a própria pele, atemorizados pela Operação Lava Jato ou interessados em faturar algum na aprovação de leis que atendam a organizações poderosas. Juntar-se-á aos casos da pista de ciclismo à beira-mar no Rio de Janeiro e do viaduto de Belo Horizonte e ao expoente de tais crimes, a destruição pela lama da barragem da Samarco da bacia hidrográfica do Rio Doce, cuja recuperação em anos não se pode sequer estimar. E, agora, a lama já ameaça o atol de Abrolhos, no litoral da Bahia. – Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

Humilhação, corrupção e política no mais baixo nível

A modernização será incompleta enquanto for fraco o princípio da impessoalidade

ROLF KUNTZ*, O Estado de S.Paulo

 

Foi uma semana e tanto para quem gosta de passar vergonha. Representando o Brasil, o presidente Michel Temer foi humilhado e cobrado na Noruega e engoliu as broncas como um escolar mal comportado e relapso. Para reagir teria de rejeitar de uma vez o dinheiro norueguês destinado à preservação da Amazônia. Esse fundo internacional nem teria chegado a existir se o governo brasileiro levasse a sério a conservação ambiental e rejeitasse, de fato, a interferência estrangeira, exercida diretamente por governos ou por meio de ONGs com sede no exterior.

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Temer ouviu de autoridades locais, em Oslo, declarações de preocupação quanto ao desmatamento e também quanto aos crimes investigados na Operação Lava Jato. Essas autoridades talvez nem tenham percebido, mas juntaram duas questões de fato relacionadas: a péssima gestão dos negócios públicos e a bandalheira quase onipresente na política brasileira. A ajuda norueguesa ao Fundo Amazônia, agora reduzida pela metade (algo entre R$ 166 milhões e R$ 200 milhões), é insignificante quando comparada com o dinheiro desviado em qualquer dos crimes apontados na Lava Jato. Esses desvios, no entanto, são só uma parte dos enormes valores perdidos com obras públicas superfaturadas, benefícios fiscais sem retorno para a economia, favores financeiros a grupos eleitos como campeões nacionais e, é claro, ajudas trocadas por subornos.

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O presidente nem havia voltado ao País quando o governo americano suspendeu a importação de carne fresca produzida no Brasil. Para justificar a decisão a Secretaria de Agricultura dos Estados Unidos mencionou irregularidades bem acima da média internacional. O controle, segundo se informou em Washington, foi intensificado depois das notícias da Operação Carne Fraca. As denúncias da Polícia Federal podem ter sido exageradas, mas é arriscado menosprezar denúncias de corrupção de fiscais sanitários. O assunto foi examinado com realismo em nota publicada na sexta-feira pela Sociedade Rural Brasileira. O comunicado menciona a advertência emitida na semana anterior pela União Europeia, lembra a modernidade e a eficiência da maior parte do setor de carnes e faz uma ressalva quanto ao protecionismo agrícola no mundo rico, mas admite o problema da corrupção. A “fragilidade institucional nos mais altos níveis da nação”, afirmam os autores do texto, gera descrédito do País.

Operações da Polícia Federal, segundo a declaração, “identificaram problemas reais de relacionamento promíscuo entre agentes públicos e o setor privado”. Esses problemas, acrescentam os autores, “não destroem a qualidade do produto brasileiro, porém arruínam a credibilidade das instituições que deveriam garantir essa qualidade”. Conclusão: é preciso reagir, mas sem negar os problemas, pois “existem, ainda que diminutos”.

Mas a soma de um enorme número de problemas pequenos, ou aparentemente pequenos, compõe um gigantesco painel de bandalheiras variadas e de negociatas em todos os níveis da administração. Boa parte dessa bandalheira está inscrita na rotina da política nacional e chega quase a compor um quadro de normalidade. O presidente Michel Temer ainda estava na Rússia quando o governo exonerou dois funcionários indicados pelo senador Hélio José (PMDB-DF). Três parlamentares da base haviam ajudado a derrotar o governo na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado, no exame do relatório sobre a reforma trabalhista. Hélio José foi um deles.

Anunciada a exoneração de seus protegidos, um da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste e outro da Secretaria do Patrimônio da União no Distrito Federal, o senador reagiu com um discurso tão furioso quanto cômico. “Nós não podemos permitir que o governo transforme votações em balcão de negócios. Esse governo está podre. Esse governo corrupto tinha de ter vergonha na cara e renunciar”, disse o moralista, companheiro do respeitado Renan Calheiros na tentativa de pressionar o presidente Temer.

Hélio José chamou o governo de podre por haver desfeito, por meio de uma retaliação, um favor indecente, contrário ao princípio constitucional da impessoalidade administrativa e incompatível com qualquer modelo razoável de gestão. O senador parece, como tantos outros políticos, julgar-se autorizado, moral e institucionalmente, a indicar pessoas para funções na administração federal, direta ou indireta. Em contrapartida, o presidente Michel Temer parece julgar aceitável esse tipo de indicação.

O objetivo pode ser aparentemente inocente – dar oportunidade a um trabalhador ou atender ao desejo de uma tia querida. Mais comumente é apenas uma forma de servir a aliados e de comprar apoio. Aí está o balcão de negócios. A retaliação é desdobramento de uma história indecente desde o início. Mas o senador Hélio José deveria estar agradecido. O episódio tornou-o conhecido, muito mais que qualquer de suas contribuições ao engrandecimento do País.

Humilhação na Noruega, suspensão das importações de carne, derrota na Comissão de Assuntos Sociais do Senado e entrevero com o senador Hélio José são elementos do mesmo painel de corrupção, desleixo na administração pública e costumes e processos políticos da mais baixa qualidade.

O governo atual poderá deixar um bom saldo se for capaz de arrumar as contas públicas e fazer avançar a agenda de modernização trabalhista e previdenciária. Mas a efetiva modernização do País só ocorrerá com a superação final do patrimonialismo, com instituições duráveis, imunes ao reformismo de ocasião, e com a consolidação de uma burocracia profissional com normas próprias, impessoais e imunes ao governante da vez. Sem isso, qualquer proposta de parlamentarismo será uma insânia. Já imaginaram mexer em 20 mil cargos de confiança a cada mudança de Gabinete?

Aprovação do governo Temer chega a 7%, pior índice em 28 anos, aponta Datafolha

Aprovação do governo Temer chega a 7%, pior índice em 28 anos, aponta Datafolha
Foto: Beto Barata / PR / FotosPúblicas

Apenas 7% da população considera o governo do presidente Michel Temer como bom ou ótimo, segundo dados do Datafolha. O índice divulgado neste domingo (24) é o menor registrado pelo instituto de pesquisa em 28 anos. Apenas José Sarney registrou uma marca pior, com 5% em setembro de 1989. A atual administração do Palácio do Planalto é avaliada como ruim ou péssima por 69% do eleitorado, enquanto 23% dos brasileiros a consideram regular. Em setembro de 1989, os números eram de 68% e 24%, respectivamente. A pesquisa foi feita quarta-feira (21) e esta sexta-feira (23), com 2.771 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. Há dois meses, a aprovação de Temer ainda chegava a 9%, enquanto a reprovação ficava em 61% e 23% consideraram a gestão como regular. Às vésperas do impeachment, a administração de Dilma Rousseff era ótima ou boa para 13% do eleitorado, e 63% consideravam ruim ou péssima.

Dante Teixeira: qualificando os sentimentos.

Foto de José Américo Castro.

Dante Teixeira: qualificando os sentimentos

Foto de José Américo Castro.
-José Américo Castro-

Foto de José Américo Castro.
A arte está em seu DNA, sempre esteve na sua vida. Herdou do pai o desenho rico, as pinceladas largas, a invenção de expressões.

Libertou-se de influencias, criou o próprio estilo, saiu de casa, correu cidades, aportou em Ipiaú.

Filho do genial Floriano Teixeira, Dante Vasconcelos Teixeira, foi aluno de Juarez Paraíso,na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, onde aprimorou a sua percepção artística.

Na casa de seu pai, em Salvador, conheceu Jener Augusto, Caribé, Jorge Amado e dezenas de outros intelectuais que projetaram a cultura nacional.

Dante é um artista naif-surrealista e destila seu estilo por meio de muitas as técnicas: grafite, creiom,pastel e pintura acrílica.

Seu talento poderá ser apreciado na Exposição que o Coletivo Cultural promove na próxima semana,no Casarão de Zé Américo, com apoio da Prefeitura Municipal de Ipiaú, administração Maria das Graças.

A técnica e a sensibilidade de Jurnier Costa

Foto de José Américo Castro.

A técnica e a sensibilidade de Jurnier Costa

-José Américo Castro-

Sensibilidade, técnica apurada e muita criatividade são requisitos que fazem de Jurnier Costa Pereira um dos mais importantes artistas plásticos de Ipiaú.Sua arte poderá ser vista na mostra que será inaugurado nessa segunda-feira,26/06, no Casarão de Zé Américo.

O evento conta co o apoio da Prefeitura Municipal(gestão Maria das Graças)através da Diretoria de Cultura.

Autodidata, Jurnier imprime seu talento em pinturas de óleo sobre tela,desenhos, caricaturas,cartazes, faixas, murais, painéis, em .multiplicidade de estilos. Vivendo exclusivamente do que pinta e desenha, Jurnier é um autentico multiplicador das belas artes.

As obras com que ele participa da mostra no Casarão pertencem à coleção particular dos professores Vitor Hugo e Valeria Fink.

Desembargador concorda com Moro e diz que defesa de Lula não foi espionada…

É uma opinião de um Jornal, leia e decida livremente.

 

 

A troca de acusações entre a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o juiz federal Sergio Moro foi avaliada pela segunda instância da Operação Lava Jato, que concordou com as posições apontadas pelo magistrado no… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/24/lava-jato-desembargador-concorda-com-moro-e-nega-que-defesa-de-lula-sofra-espionagem.htm?cmpid=copiaecola

Ou quem sabe de a sua opinião pela vergonha, que o Brasil passou na Noruega:

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Sol da meia-noite

Jamil Chade

24 Junho 2017

OSLO – A viagem do presidente Michel Temer a Oslo coincidiu com a época do ano em que o sol praticamente não desaparece. Pude constatar que ficou realmente escuro por menos de duas horas nas últimas noites. Para dormir, só mesmo com pesadas cortinas.

Talvez isso tenha explicado o visível cansaço no semblante do presidente. Claro, como se alguém no governo ainda precisasse de um motivo para não dormir, depois de toda a crise política no País.

Talvez esse cansaço até explique o motivo pelo qual ele tenha confundido o rei da Noruega, que o receberia, pelo rei da Suécia.

O certo é que, nos últimos dias na Noruega, uma viagem que deveria ter sido um momento de mostrar ao mundo a pseudo-normalidade do País, se transformou em uma desagradável surpresa e alguns pesadelos.

Surpresa, primeiramente, diante do anúncio da Noruega que estava cortando milhões de dólares em transferências ao Brasil por conta do fracasso da política ambiental do País.

Mas a maior surpresa viria no dia seguinte, na sexta-feira, quando a primeira-ministra do país, Erna Solberg, aproveitou uma coletiva de imprensa ao lado de Temer para passar um pito público. “Estamos preocupados com a Lava Jato e é preciso fazer uma limpeza e encontrar uma boa solução” disse.

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Na reunião privada com Temer, o assunto da corrupção e da Lava Jato não entrou na agenda. Tradicionalmente, portanto, uma declaração conjunta à imprensa entre dois líderes tem sua agenda coordenada e os temas cuidadosamente escolhidos. Assim, quando a cobrança sobre a corrupção chegou, os noruegueses pegaram a delegação brasileira de calças curtas.

Solberg concorre à reeleição. Poderia ter pedido sugestões a Temer sobre como ganhar a opinião pública. Mas, talvez sabendo das taxas de popularidade do brasileiro, optou por usar a viagem para mostrar ao seu público que ela não iria hesitar no plano internacional a criticar seus aliados, mesmo ao lado deles.

Mas o que ela não contou é que, apesar de chefiar um dos países menos corruptos do mundo, o Ministério Público de Oslo investiga empresas locais que são suspeitas de terem feito pagamentos de propinas para ex-diretores da Petrobras, entre eles Jorge Zelada. Sim, os escandinavos pagaram propinas.

O que ela também não disse foi que, enquanto pito público era dado, seu governo agradecia Temer pelas medidas de abertura do setor do petróleo. Para a estatal norueguesa, Statoil, o Brasil passou a ser uma prioridade.

O interesse da imprensa local norueguesa foi perto de zero, o presidente foi recebido pelo chefe interino do protocolo no aeroporto e a viagem apenas ganhou destaque quando manifestantes foram à porta da casa de Solberg protestar contra Temer.

Ainda assim, Temer insistia que a viagem havia sido “um sucesso”. Mas, para garantir esse êxito e enquanto a turbulência no Brasil continuava, o presidente se esquivava das perguntas sobre assuntos domésticos que da imprensa que o acompanhava.

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Há poucos dias, José Nêumanne escreveu que, no passeio pelo Kremlin, Temer “provou que não era zumbi com o aparecimento do reflexo no espelho, mas não aproveitou para ver a própria imagem no espelho, a imagem de um presidente de um país que já foi potência e se recusa de encarar a realidade de uma vez”.

Pelo palácio real da coroa norueguesa, talvez ele tenha tido uma segunda chance de olhar sua imagem. Mas, neste sábado, Temer já estará em Brasília, exposto de novo à crise que não o abandonou.

Nesta semana, escutei em Oslo um ensinamento bastante emblemático. Contava-me uma moradora local que, quando vivemos em uma situação inóspita, nem o sol de fato aquece. Mesmo quando ele é visível em plena madrugada dos pesadelos. Não adianta se enganar e nem tentar iludir os demais sobre aqueles raios solares, frágeis.

Por isso, os noruegueses dizem que só existe dois tipos de roupas: o casaco de inverno e casaco de verão.

Pelo menos assim o rei não fica nu e nem seu povo vive de ilusões.

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Que vergonha “amigo da sogra”, você fez o Brasil passar na Noruega!

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Temer na Noruega: fiasco e humilhação.

 

Acossado por denúncias, o presidente buscou agenda positiva, mas encontrou protesto, cometeu gafe e viu governo estrangeiro cortar financiamento ao Brasil

 
Fotos: Haakon Mosvold Larsen / NTB scanpix / AFP

Michel Temer e Solberg

Temer e Solberg: deu tudo errado.

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Acossado pela iminente denúncia de corrupção que será feita pela Procuradoria-Geral da República, o presidente Michel Temer fez nesta semana uma viagem internacional na tentativa de criar uma “agenda positiva”. Após uma passagem inócua pela Rússia de Vladimir Putin, Temer chegou na quinta-feira 22 à Noruega. A empreitada pessoal terminou em fiasco e humilhação internacional para o Brasil.

Nesta sexta-feira 23, em compromisso oficial em Oslo, capital da Noruega, Temer se confundiu duas vezes na mesma frase e cometeu uma gafe. Ao agradecer a hospitalidade das autoridades locais no nome da primeira-ministra Erna Solberg, Temer afirmou que a visita, apesar de rápida, iria estreitar os laços entre os dois países, e mencionou que visitaria o “parlamento brasileiro” ao lado do “rei da Suécia”, outro país escandinavo. Na realidade, Temer visitaria o parlamento norueguês ao lado do rei da Noruega, Harald V.

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Um pouco antes, Erna Solberg não se constrangeu em recriminar o Brasil pelos casos de corrupção. Após reunião com Temer, a premiê norueguesa afirmou a jornalistas que conversou com o colega brasileiro sobre o tema. “Estamos muito preocupados com a Lava Jato. É importante fazer uma limpeza”, disse Erna Solberg, citando o momento de “turbulência” pelo qual passa o Brasil. Após a gafe sobre o monarca local, Temer afirmou que “as instituições funcionam com regularidade extraordinária e liberdade”.

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A premiê da Noruega fez os comentários apesar de uma empresa norueguesa, a Sevan Drilling, ter aparecido na Lava Jato. Segundo reportagem publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo em janeiro de 2016, a Sevan Drilling pagou cerca de 140 milhões de reais em propina para corromper funcionários da Petrobras.

Meio ambiente.

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Na quinta-feira 22, o encontro de Temer com as autoridades norueguesas provocou um episódio de humilhação internacional ao Brasil. Em novembro, dados oficiais do governo brasileiro mostraram que entre agosto de 2015 e julho de 2016, o País destruiu quase 8 mil quilômetros quadrados da floresta amazônica, um aumento de 29% em relação ao levantamento anterior.

Os dados preocuparam o governo da Noruega, principal país financiador do Fundo Amazônia, com repasses que chegam a 2,8 bilhões de reais. Antes da chegada de Temer, em entrevista à Deutsche Welle, parceira de CartaCapital, o ministro do Meio Ambiente na Noruega, Vidar Helgesen, fez críticas abertas ao Brasil e lembrou que o programa de doação à preservação da Amazônia “é baseado em resultados”. “O dinheiro é repassado se o desmatamento é reduzido, e foi o que vimos nos últimos anos. Isso significa que se o desmatamento está subindo, haverá menos dinheiro”, afirmou Helgesen.

Temer na Noruega
Em Oslo, manifestantes anti-Temer pedem proteção aos direitos humanos e à democracia, respeito aos direitos humanos e o fim do desmatamento.

Na quinta-feira, veio o resultado. Com Temer no país, o governo da Noruega anunciou o corte de metade do repasse anual ao Fundo Amazônia. Serão cerca de 170 milhões de reais a menos para a proteção da floresta brasileira. Helgesen falou sobre o caso em Oslo, ao lado do ministro do Meio Ambiente brasileiro, Sarney Filho (PV). Em entrevista coletiva, Sarney Filho culpou o governo Dilma Rousseff pelo desmatamento e não deu garantias de que haverá mais preservação da Amazônia. “Apenas Deus poderia garantir isso. Mas eu posso garantir que todas as medidas para reduzir o desmatamento foram tomadas. Nossa expectativa e esperança é que diminua”, afirmou.

“É uma decisão humilhante para os brasileiros. O país pediu dinheiro para reduzir o desmatamento, mas o que está acontecendo é o contrário”, disse à Folha de S.Paulo Jaime Gesisky, da organização não-governamental ambientalista WWF. Nesta sexta-feira, manifestantes ambientalistas brasileiros e noruegueses protestaram contra Temer.

Uma das bases de sustentação do governo Temer é a bancada ruralista na Câmara e no Senado. O Congresso aprovou nas últimas semanas alterações nas medidas provisórias 756 e 758 que reduzem a proteção em unidades de conservação na Amazônia e estuda um projeto de lei que afrouxa as regras do licenciamento ambiental. Em carta enviada a Sarney Filho (PV), Helgesen já havia manifestado preocupação com essas medidas.

Diante da pressão, inclusive internacional, Temer vetou totalmente a MP 756 e sancionou com vetos a MP 758. As medidas irritaram os ruralistas e há rumores de que o governo, tentando se salvar diante das denúncias de corrupção, pode enviar um projeto de lei ao Congresso nos mesmo teor da MP 756.

Para completar o calvário de Temer na Noruega, sua visita está sendo em grande medida ignorada pela imprensa local. Segundo o jornalista Jamil Chade, correspondente do Estadão, o primeiro discurso de Temer em Oslo foi acompanhado por apenas um jornalista local, que estava em sua “terceira cobertura desde que se formou na universidade”.

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Para evitar denúncia contra Temer, governo vai reforçar tropa de choque na CCJ.

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E a historia do Brasil continua, vejamos este texto:

Coluna do Estadão
BLOGS
Coluna do Estadão
Andreza Matais e Marcelo de Moraes
As informações e opinões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

Para evitar denúncia contra Temer, governo vai reforçar tropa de choque na CCJ

Coluna do Estadão

 

Reforma da Previdência em debate na CCJ. Foto André Dusek/Estadão

Se no plenário da Câmara a avaliação do Planalto é de que será fácil barrar abertura de processo contra Michel Temer no Supremo Tribunal Federal, na Comissão de Constituição e Justiça o governo pode enfrentar dificuldades. A pressão é maior porque o colegiado tem 66 deputados, ante os 513. Todos serão chamados nominalmente a se manifestar, o que deve influenciar os votos considerando a proximidade da eleição de 2018. Caso a sessão seja aberta com 34 deputados, o mínimo necessário, é preciso que apenas 18 votem para aprovar a abertura de processo.

Estratégia. O governo tem maioria na CCJ, mas seus principais interlocutores não descartam substituições a depender do teor da denúncia. Se vier muito pesada, serão convocados apenas os deputados que se sacrificam pelo governo.

Resumo da ópera. A tropa de choque de Temer sabe que haverá defecções. “A se confirmar tudo que está sendo dito sobre Michel, como vai ficar num barco desses? Não dá”, diz um aliado com voto na CCJ.

Só com traição. Os partidos de oposição, mais o independente PPS, do ex-ministro Roberto Freire, têm 13 votos na CCJ. Para aprovar a abertura de processo, precisa do apoio da base.

Sinais Particulares: Roberto Freire, deputado federal e presidente nacional do PPS /Ilustração: Kleber Sales

Porta na cara. O STF não aceitou receber o resultado da perícia da PF nas gravações feitas por Joesley Batista após as 19 horas de ontem. Mas interlocutores da Corte buscaram extraoficialmente saber do resultado.

Só alegria. Já na Procuradoria-Geral da República, tinha plantão para receber o laudo. O documento garante fôlego a Rodrigo Janot, ao apontar que não houve edição nas fitas que embasaram a delação premiada de Joesley Batista.

Tá difícil. Responsável pelo setor que tem ajudado a puxar o PIB e o emprego, o Ministério da Agricultura vive tempos de penúria. Dos seis elevadores do prédio, só um funciona. Os demais esperam recursos para manutenção.

Pindaíba. A falta de dinheiro afeta os reparos das salas que foram alvo de vandalismo em maio durante protestos das centrais.

Eu que mando. Além de discutir o substituto de Leandro Daiello na PF, o ministro do GSI, Sérgio Etchegoyen, também tomou para si a decisão sobre o descontingenciamento de recursos da corporação.

Deixa comigo. A PF perdeu 40% do orçamento com o corte feito pelo governo. Desde então, é Etchegoyen quem discute quanto do valor será recomposto e não o Ministério da Justiça, ao qual é subordinada.

Repilo. O ministro nega participar de discussão sobre troca na Polícia Federal.

CLICK. Em exposição no Supremo, o artista Waldomiro de Deus retrata a Ilha de Patmos, a mesma que batizou a operação da PF que encurralou Aécio e Temer.


Causa própria. Presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto combinou com senadores próximos a Aécio Neves a estratégia de arquivar o pedido de cassação do mandato dele. Senadores avaliam que, assim, protegem seus próprios mandatos.

Sedex. Envios de cocô, a exemplo do pacote recebido no gabinete de Rodrigo Maia, podem ser contratados em site português que faz entrega pelo mundo. O serviço custa 12,95 euros.

Pronto, falei! “Reter o FGTS e atrasar o seguro-desemprego prejudica as principais vítimas da queda da economia: os desempregados. Isso jamais passará no Congresso”, disse o senador José Serra (PSDB-SP).

FUNARO PROMETE ACABAR COM TEMER EM POSSÍVEL DELAÇÃO PREMIADA.

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Amor, aprende-se em casa com uma família, cheia de bem querer.

Uma família não deve ser perfeita,
Deve estar unida, aconteça o que acontecer!

 

Una famiglia non deve essere perfetta, deve essere unita, qualunque cosa accada! Cit.

Publicado por La vita è em Quinta, 1 de junho de 2017

I genitori non sono eterni. Chiamali, fai loro visita, ridi con loro, abbracciali, lasciali parlare e raccontare le loro storie già ripetute, trattali con rispetto, pazienza e molto affetto.Domani potrebbe essere tardi…Dal web

Publicado por La vita è em Terça, 6 de junho de 2017

Una famiglia non deve essere perfetta, deve essere unita, qualunque cosa accada! Cit.

Publicado por La vita è em Quinta, 1 de junho de 2017

Fica a grande pergunta, em quem você votaria no ano de 2018?

Você votaria num baiano, para presidente da republica?

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Você votaria num baiano, para presidente da republica?

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De livremente a sua opinião?

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Ser for sim, em quem?

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Participe:

Terreiro de Jesus

Você votaria num baiano, para presidente da republica?

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Uma dica, quem sabe um presidente pelo PT?

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Um candidato, novo, jovem, competente é trabalhador?

 

Mesmo sendo do PT, você votaria nele?

 

Pela sua competência, sua abnegação é ter conseguido alem de ser politico, ter tempo para criar uma linda família.

 

Алайн Пеіксото і її чоловік

 

Bahia no tempo de São João, com Rui Costa e Aline Peixoto.

Toda vez que o São João vai chegando me alegro imensamente! Amo esta festa porque ela é como a alma da Bahia: cheia de tradição e beleza. Gosto de ver as pessoas felizes dançando forró, comendo quitutes juninos e entrando em contato com a cultura pulsante do nosso Estado. Cada uma das regiões da Bahia está repleta de detalhes que encantam baianos e turistas, e eu sou uma delas. Não perco por nada! Viva São João!

Deu na Veja, uma opinião de Augusto Nunes.

#SanatórioGeral: A Amante e a ética

Gleisi esbraveja contra palestrantes que cobram um décimo do que Lula embolsava por discurseiras encomendadas por empreiteiros amigos

“Então, juiz Sérgio Moro, então, Dr. Dellagnol, que estão ganhando dinheiro, inclusive, em cima do processo da Lava Jato, é vergonhoso cobrar R$ 30, R$ 40 mil para uma palestra, para ir lá falar de coisas que não existem, de provas que não existem, falar do processo da Lava Jato, tenham decência! Tenham decência! Não colaborem, não, para acabar com a democracia brasileira. Façam o papel de vocês: devido processo legal, com base na lei, com base no direito. É assim que tem que se fazer!”. (Gleisi Hoffmann, presidente do PT, informando, com a autoridade moral de quem tornou famosos entre os distribuidores de propinas da Odebrecht os codinomes Amante e Coxa, que nunca viu nada de mais nas “palestras” de Lula, encomendadas por empreiteiras amigas que pagavam 500 mil por palavrórios que se prestavam à lavagem de dinheiro sujo, mas não admite que autoridades engajadas na Lava Jato contem em público o que os companheiros gatunos fizeram com o Brasil)

Como enfrentar o crack? Só um pai ou uma mãe sabe o que isto significa!

PM e guardas cercam novo ponto de concentração de usuários de crack.

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Dependentes químicos deixam Praça Princesa Isabel e retornam à antiga Cracolândia

Dhiego Maia/Folhapress
Galpão de atendimento da prefeitura superlotado de usuários na rua Helvétia

O “fluxo” de usuários de drogas mudou de novo de endereço no centro de São Paulo. Há um mês, após uma ação policial que prendeu traficantes e desobstruiu vias, eles caminharam 400 metros e se mudaram da rua Dino Bueno para a praça Princesa Isabel.

Agora, caminharam 500 metros e se acomodaram na esquina da rua Helvétia e da alameda Cleveland, em uma praça em frente à estação de trem Júlio Prestes e num quarteirão bem ao lado do local onde funcionou, até o dia 21 de maio, a feira de drogas a céu aberto.

A recente mudança ocorre dez dias após o início de uma nova estratégia do governo Geraldo Alckmin e da administração João Doria, ambos do PSDB. Desde o dia 11 deste mês, Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana não permitem mais a montagem de tendas e barracas na praça –o que inibe a presença dos traficantes, já que muitas delas eram usadas para o comércio e uso de crack.

Além disso, a prefeitura vinha realizando limpeza diária com jatos d’água no local, irritando os usuários por causa do lamaçal formado na praça.

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Tudo isso contribuiu para a busca de um novo espaço, o que ocorreu no final da noite desta quarta-feira (21). Segundo a polícia, a migração ocorreu de forma espontânea. Agentes de saúde, porém, disseram à reportagem que a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) teria ordenado a mudança.

Nesta quinta (22), PM e GCM cercaram o local com carros, mas sem confronto –o novo espaço escolhido pelos usuários é rodeado de estruturas da prefeitura e do Estado. Elas foram montadas no tempo em que, no quarteirão ao lado, funcionava um mercado de drogas a céu aberto, sob o comando de homens armados da facção criminosa. Essa feira não existe mais, mas o consumo de drogas ao ar livre seguiu como rotina ao longo desta quinta-feira.

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LIMPEZA

Segundo a prefeitura, a estratégia de limpeza diária seguirá também nesse novo ponto de concentração dos usuários, assim como ocorria na praça Princesa Isabel. A gestão diz que a limpeza da praça e de outros locais públicos deve ser constante e necessária como ferramenta de prevenção em saúde, e não como meio de afugentar dependentes químicos. “Não realizar a limpeza, do ponto de vista do interesse público, é que seria algo a ser contestado”, afirma a administração Doria.

Nesta quinta, durante a operação de limpeza, centenas de dependentes deixaram o calçadão ocupado desde a noite anterior e passaram a se concentrar numa esquina próxima. Alguns dependentes falavam “vamos na caravana”, enquanto caminhavam em grupo. Em seguida, uma equipe de varredores retirou os pertences deixados para trás pelos usuários: uma cama, mesa, colchões, bancos roupas e garrafas plásticas. Caminhões pipa ainda foram usados para lavar a rua. Logo após a limpeza da praça, que durou cerca de 40 minutos, os usuários retornaram para o local onde haviam passado a noite.

A nova cracolândia se estabeleceu ao lado das estruturas de atendimento de programas antidrogas, como o Recomeço, do Estado, e o da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, da prefeitura. O galpão da prefeitura, com capacidade para 38 colchões, está superlotado. Sob um teto de zinco, os usuários que conseguiram uma vaga descansaram e assistiram TV.

No pátio do galpão, a reportagem contou ao menos mais 15 usuários deitados. No local, os dependentes se alimentam, tomam banhos improvisados em torneiras e são constantemente convidados por agentes a iniciar tratamentos contra o vício. Já na rua Helvétia, mais assistentes sociais jogavam futebol no asfalto com crianças e usuários e batucavam tambores no final da manhã desta quinta. Uma estratégia para atrair os dependentes químicos aos atendimentos na região.

Editoria de Arte/Folhapress

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SURPRESA

Durante a tarde, os secretários municipais de assistência social, Filipe Sabará, de governo, Julio Semeghini, além de representantes da GCM, da Polícia Militar e da secretaria estadual do desenvolvimento social, estiveram em uma reunião na região da cracolândia para discutir próximas ações da gestão Doria, diante da mudança de endereço da concentração de usuários de droga, que pegou a administração de surpresa.

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Uma das principais preocupações durante a reunião foi com a proximidade do fluxo de dependentes com a entrada da estação Júlio Prestes, da CPTM. Para acessarem a estação, trabalhadores da região do Bom Retiro tem que caminhar uma quadra inteira em frente aos usuários.
O receio da PM é de que haja algum tumulto tão próximo à intensa movimentação de passageiros.

Outra preocupação é a de que, o retorno para as imediações do antigo ponto de venda e consumo de drogas, seja um elemento atrativo para aglutinar dependentes que haviam se afastado da região da cracolândia.

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À tarde, em visita à região, o secretário estadual da segurança pública, Mágino Barbosa Filho, fez questão de dizer que os dependentes não retomaram o antigo ponto de venda e uso de drogas, se referindo à rua Dino Bueno. Afirmou que aquela rua não voltaria a ser ocupada. Os usuários ocupam, no entanto, a alameda Cleeveland, a uma quadra da Dino Bueno.

O secretário não quis comentar sobre a possível influência do crime organizado na saída dos usuários da praça Princesa Isabel. Disse apenas que o tráfico na região estava “sufocado e cada vez mais difícil de atuar”. “Não vai haver trégua, nós vamos combater o tráfico diuturnamente”, disse.

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Autor: Lígia Formenti O Estado de S. Paulo – 20/09/2013

Brasil tem 370 mil usuários de crack o maior do mundo

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 O crack é usado por 35% dos consumidores de drogas ilícitas nas capitais do Brasil, revela pesquisa inédita feita pela Fundação Oswaldo Cruz. O trabalho, encomendado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e divulgado nesta quinta-feira, 19, indica que a maior parte dos usuários está concentrada na Região Nordeste.

Dos 370 mil consumidores regulares de crack ou similares (merla, pasta-base e oxi) estimados nas capitais do País, 148 mil encontram-se na região. Isso significa que 43% da população que usa regularmente drogas ilícitas nas capitais do Nordeste consome crack.
O porcentual só é menor do que o encontrado no Sul. Nas capitais da região, 52% das 72 mil pessoas que usam regularmente drogas ilícitas consomem crack (37 mil pessoas).
Depois do Nordeste, em números absolutos o maior número de usuários de crack está concentrado nas capitais do Sudeste. A região reúne 113 mil consumidores regulares da droga, seguido pelo Centro-Oeste (51 mil), Sul (37 mil) e Norte (33 mil).
O trabalho foi feito com base em dados coletados em 2012 com 25 mil residentes nas capitais. As pessoas foram visitadas em suas casas e responderam a perguntas sobre suas redes sociais. De acordo com a Fiocruz, esse é o maior e mais completo levantamento feito sobre crack no mundo.
Pesquisadores da Fiocruz analisaram ainda o perfil dos usuários do crack nas capitais, regiões metropolitanas, em cidades de pequeno e médio porte de forma a retratar um cenário similar para o País. O trabalho mostra que a grande maioria da população que usa regularmente é de não brancos (80%), solteira (60,6%) e do sexo masculino (78%) e que por algum momento já esteve na escola (apenas 5% dos ouvidos não completaram um ano de estudo).
Para o coordenador do trabalho, o pesquisador Francisco Inácio Bastos, um dos indicadores que mais chamam a atenção é o uso concomitante com outras drogas, incluindo as lícitas, como cigarro e álcool. “São fatores que contribuem de forma significativa para a piora das condições de saúde e indicam a necessidade de um manejo integrado”, avaliou.
Outro ponto ressaltado pelos pesquisadores é o tempo médio de uso da droga. Nas capitais, a média é de oito anos e nos municípios, cinco. Um achado que contradiz a ideia comum de que usuários têm sobrevida inferior a três anos de consumo.
De acordo com o estudo, a grande maioria dos entrevistados apontou a vontade e curiosidade como os motivos fundamentais para o início do uso do crack. Parte (29,2%) indicou como causa perdas afetivas, problemas familiares e violência sexual. O fato de o crack ser mais barato não se mostrou como motivo central para o início do uso da droga. Apenas 2% afirmaram que essa era a causa. Para os autores do estudo, os achados apontam a necessidade de se reforçar laços familiares, facilitar a ressocialização do usuário e reforçar as medidas preventivas, sobretudo nas escolas.
Em minoria nas cenas de uso de crack, as mulheres apresentam um comportamento diferenciado. O tempo médio de consumo da droga entre o grupo feminino é de 72,8 meses, menor do que o masculino (83,9 meses). Apesar disso, o consumo de pedras usadas, num mesmo dia, é significativamente maior. Elas relataram consumir em média num mesmo dia 21 pedras, enquanto homens indicaram usar 13 pedras. Também foram encontradas diferenças importantes com relação ao recebimento de dinheiro ou drogas em troca do sexo. Entre mulheres essa proporção foi de 29,9% enquanto de homens, 1,3%.
Outro ponto que chamou a atenção dos pesquisadores está relacionado à gravidez. Cerca de 10% relataram estar grávidas no momento da entrevista. Mais da metade das usuárias já havia engravidado ao menos uma vez desde o início do consumo de crack e drogas similares.
Tratamento. Entrevistados disseram ainda considerar importante que serviços de atenção e tratamento reúnam assistência à saúde e assistência social. Para eles, além de serviços básicos como tratamento de feridas no local, é importante que o centro tenha alimentação, banho e outros cuidados de higiene disponíveis, além de auxílio para capacitação profissional e obtenção de emprego.

O estudo indica que a grande maioria dos usuários (78,9%) deseja se tratar. Apesar da disposição, o trabalho mostra um baixo acesso aos serviços: 20% disseram ter procurado posto de saúde e 17,5%, de alimentação gratuita nos trinta dias que antecederam a pesquisa. De acordo com o trabalho, 6,3% procuraram os CAPS-Ad.


Estados Unidos suspendem importação de carne fresca do Brasil.

José Patrício/Estadão

Estados Unidos suspendem importação de carne fresca do Brasil. Medida é anunciada após recorrentes preocupações sobre segurança dos produtos.

Rússia agora é o principal destino da carne bovina brasileira

POR MANOEL VENTURA

Fábrica da JBS em Cactus, no Texas – Julio Bittencourt / Agência O Globo

Fica a pergunta? Porque o Brasil também não impede a importação de produtos americanos ?

Apesar dos pesares, o Brasil tem de apreender a se valorizar. Fica a pergunta porque não favorecer a importação de produtos de países amigos do povo brasileiro?

BRASÍLIA – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira que suspendeu todas as importações de carne in natura do Brasil. Em comunicado, o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, informou que há “preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado americano”.

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Os EUA tinham passado anos sem comprar carne fresca brasileira e só reabriu o mercado no ano passado. Os americanos são tradicionais importadores de carne industrializada do Brasil.

As autoridades do país informaram que a suspensão dos embarques permanecerá em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil tome medidas corretivas o país considere satisfatórias.

O Serviço de Inspeção e Segurança de Alimentos dos Estados Unidos ( informou que, desde março, vem inspecionando 100% de todos os produtos de carne que chegam do Brasil no país. As autoridades recusaram a entrada para 11% dos produtos brasileiros de carne fresca, segundo o comunicado.

“Esse valor é substancialmente superior à taxa de rejeição de 1% das remessas do resto do mundo. Desde a implementação do aumento da inspeção, recusou a entrada para 106 lotes de produtos bovinos brasileiros devido a problemas de saúde pública, condições sanitárias e problemas de saúde animal. É importante notar que nenhum dos lotes rejeitados chegou ao mercado norte-americano”, informou o comunicado.

O governo americano disse ainda que o Brasil se comprometeu a resolver essas preocupações. Na semana passada, o Ministério da Agricultura suspendeu as exportações de cinco frigoríficos para os Estados Unidos.

“Garantir a segurança do fornecimento de alimentos da nossa nação é uma das nossas missões críticas, e é uma tarefa que empreendemos com muita seriedade. Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que fazemos no USDA, e o Brasil há muito tempo é um dos nossos parceiros, minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos. Isso foi o que fizemos, interrompendo a importação de carne fresca brasileira. Eu elogio o trabalho do Serviço de Segurança e Inspeção de Alimentos do EUA para proteger minuciosamente os alimentos que atendemos às nossas famílias “, disse o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, por meio de comunicado à imprensa.

Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, a notícia não poderia ter sido pior. Ainda mais agora, que os EUA decidiram facilitar as importações de carnes da China.

— A notícia é lamentável. Foram longos anos de negociações para abrir o mercado americano. É uma péssima notícia para nós — afirmou Castro.

MINISTÉRIO JÁ HAVIA ANUNCIADO SUSPENSÃO DE EXPORTAÇÕES

Na quarta-feira, porém, o Ministério da Agricultura anunciou que já havia suspendido as exportações de carne de cinco frigoríficos para os Estados Unidos, desde a semana passada. Segundo a pasta, o mecanismo de “autossuspensão” permite que as exportações sejam retomadas de forma mais rápida, após os problemas serem resolvidos.

Em nota, o ministério afirmou que trabalha para “prestar todos os esclarecimentos e correções no sentido de normalizar a situação. A proibição está valendo desde a última sexta-feira e continuará em vigor até que sejam adotadas ‘medidas corretivas'”.

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Decisão do secretário de Agricultura norte-americano ocorre por ‘recorrentes preocupações’ em relação à segurança do produto destinado ao mercado do país

O Estado de S.Paulo

 

JBS
Desde março, o Serviço de Segurança Alimentar e Inspeção dos EUA inspecionou 100% da carne vinda do Brasil, e rejeitou 11%  Foto: Clayton de Souza/Estadão

O secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, anunciou nesta quinta-feira, 22, a suspensão de todas as importações de carne bovina in natura do Brasil, por causa de preocupações recorrentes em relação à segurança do produto destinado ao mercado norte-americano. A suspensão ficará em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil adote medidas que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) considere satisfatórias.

Desde março, o Serviço de Segurança Alimentar e Inspeção (FSIS) do USDA inspecionou 100% da carne in natura vinda do Brasil, e rejeitou 11% desses produtos. O número é bem maior do que a taxa média de rejeição de 1% para a carne importada de outros países, disse o USDA. Desde o início das inspeções mais rigorosas, foram rejeitados 106 lotes de produtos de carne bovina do Brasil, devido a preocupações de saúde pública, condições sanitárias e questões de saúde animal. O USDA ressaltou que nenhum dos lotes rejeitados entrou no mercado norte-americano.

O governo brasileiro já tinha anunciado na terça-feira a suspensão das exportações da proteína animal de cinco frigoríficos brasileiros para os EUA. A decisão anunciada hoje pelo USDA se sobrepõe à decisão do governo brasileiro.

“Garantir a segurança da oferta de alimentos de nossa nação é uma de nossas missões cruciais, e nos a levamos muito a sério”, disse Perdue em comunicado. “Embora o comércio internacional seja uma parte importante do que fazemos no USDA, e o Brasil seja um antigo parceiro, minha maior prioridade é proteger os consumidores americanos. É isso que fizemos ao proibir a importação de carne bovina in natura do Brasil.”

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O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, anunciou nesta quinta-feira (22) a suspensão de todas as importações de carne bovina in natura do Brasil. Em nota, o órgão governamental alega “recorrentes preocupações sobre a segurança dos produtos direcionados ao mercado americano”.

“A suspensão dos embarques permanecerá em vigor até que o Ministério da Agricultura brasileiro tome medidas corretivas que o USDA (Departamento da Agricultura dos EUA) considere satisfatórias”, diz o texto divulgado pelo governo americano.

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Frigorífico no RS é suspenso de exportar carne bovina para os EUA

No texto, o USDA afirma que tem inspecionado desde março 100% dos produtos brasileiros com destino aos Estados Unidos e que, desde então, vetou a entrada de 11% dos produtos in natura, valor “substancialmente mais alto do que a taxa de rejeição dos produtos de outros locais do mundo”. Ao todo, 106 lotes de carnes brasileiras foram barrados “devido a preocupações relativas à saúde pública, condições sanitárias e questões de saúde animal”.

Na quarta-feira (21), o Ministério da Agricultura brasileiro anunciou que já havia suspendido as exportações de carne de cinco frigoríficos para os Estados Unidos. O governo americano, no entanto, decidiu por estender o veto a todos os produtos de origem brasileira.

“Garantir a segurança do fornecimento de alimentos de nossa nação é uma de nossas missões mais delicadas, e é uma que nós levamos muito a sério. Apesar de o comércio internacional ser uma parte importante do que fazemos na USDA, e de o Brasil ser um de nossos parceiros há muito tempo, minha prioridade é proteger os consumidores americanos”, declarou o secretário Sonny Perdue.

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Fica a pergunta? Porque o Brasil também não impede a importação de produtos americanos ?

Apesar dos pesares, o Brasil tem de apreender a se valorizar. Fica a pergunta porque não favorecer a importação de produtos de países amigos do povo brasileiro?

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O volume ainda é pequeno, se comparado ao total que o país embarca, mas a suspensão americana é representativa, porque os critérios dos países da América do Norte costumam ser observados por outras nações.

Quando obteve autorização para a entrada nos EUA, por exemplo, o setor privado brasileiro viu o processo como uma possibilidade de ganhar outros mercados importantes, como o do Japão e Coreia do Sul.

Fica a pergunta? Porque o Brasil também não impede a importação de produtos americanos ? Que tal os produtos da McDonald, para começar.

Apesar dos pesares, o Brasil tem de apreender a se valorizar. Fica a pergunta porque não favorecer a importação de produtos de países amigos do povo brasileiro?

Irmã e primo de Aécio Neves deixam prisão em BH.

Ex-assessor de Zezé Perrella também foi solto; STF converteu prisão preventiva dos 3 em domiciliar.

 

Andrea Neves - Denilton Dias/O Dia

Primo de Aécio e assessor de Perrella deixam prisão em Belo Horizonte. Andréa Neves deixou a prisão durante a madrugada; STF converteu prisão preventiva dos três na terça-feira para prisão domiciliar.

Leonardo Augusto, especial para O Estado, O Estado de S.Paulo.

BELO HORIZONTE – O primo do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), Frederico Pacheco, e o ex-assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), Mendherson Souza Lima, deixaram no início da tarde de hoje, 22, a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande Belo Horizonte, onde estavam desde 18 de maio, quando foram presos pela Polícia Federal na Operação Patmos. Andrea Neves, irmã do senador, também presa na operação, deixou a Penitenciária Estevão Pinto, em Belo Horizonte, na capital, durante a madrugada.

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) tomada na última terça-feira, 20, os três ficarão em prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Frederico e Mendherson foram encarregados de transportar R$ 2 milhões que, segundo delação premiada de Joesley Batista, da JBS, saíram da empresa para o senador Aécio Neves. A irmã do parlamentar afastado é apontada como intermediadora das negociações para o repasse dos recursos, conforme as investigações da Polícia Federal.

Assim como Andrea Neves, Pacheco e Mendherson já deixaram a penitenciária utilizando a tornozeleira eletrônica, foram levados em viaturas da Polícia Federal para o Instituto Médico Legal (IML), e deixados em suas residências. Andrea e Frederico moram em condomínios na Grande Belo Horizonte. Já Mendherson tem casa no bairro Barroca, na Região Oeste de Belo Horizonte. Segundo nota da Secretaria de Estado de Administração Prisional (Seap), os procedimentos foram tomados com base em “padrão dos presos federais”.

Irmã de Aécio deixa a prisão.

Andrea Neves estava presa desde 18 de maio quando foi deflagrada a Operação Patmos; agora ela vai cumprir prisão domiciliar

Temer, Dilma e Lula nas paradas dos jornais brasileiros.

 Fica a grande duvida, qual dos três é o mais honesto?

Supremo forma maioria para manter delações da JBS e Fachin como relator

Julgamento foi suspenso com o placar de 7 votos a 0 pela manutenção do acordo; STF retomará debate na 4ª

Supremo formou maioria para manutenção de Fachin como relator - Dida Sampaio/Estadão

Colisão entre carreta, ônibus e ambulâncias mata 21

Algumas vítimas foram arremessadas para fora dos veículos e outras, carbonizadas, na BR-101 em Guarapari

A batida deixou o ônibus Viação Águia Branca totalmente destruído Foto: Roberta Bourguignon

Uma grande descoberta de Temer: ‘Reconheço que há uma crise política’

O presidente Michel Temer desembarca na Noruega nesta quinta-feira (22)

Na Noruega, o presidente afirma que vai entrar com recurso, após juiz rejeitar queixa-crime contra Joesley

Temer com o ministro norueguês Borge Brende e o chanceler Aloysio Nunes - Beto Barata/PR

Noruega corta R$ 196 mi de Fundo da Amazônia.

 

Ministro Sarney Filho, que está no país, diz que ‘apenas Deus’ pode garantir queda de desmatamento.

Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Janot pede depoimento de Dilma e Lula sobre compra de apoio em 2014

Pedido inclui outros nomes do PT, como o ex-tesoureiro da campanha Edinho Silva

Pezão admite que pode não concluir mandato

‘Nem eu sei se fico no cargo até 2018’, disse o governador em reunião com representantes de servidores

Pezão admite que pode não concluir mandato

Loures viajou em jato da FAB para pegar mala

Segundo a PF, ex-deputado pegou carona de Brasília para SP com o ministro Gilberto Kassab

Dida Sampaio/Estadão

 

Homem da mala pegou carona com Kassab, em jatinho da FAB, para buscar R$ 500 mil da JBS

Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor especial do presidente Temer, deslocou-se de Brasília a São Paulo em noite de 27 de abril e, no dia seguinte, foi flagrado nos Jardins carregando uma mala preta com 10 mil notas de R$ 50.

Julia Affonso, Fausto Macedo e Fabio Serapião

 

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) usou um jatinho da FAB para pegar a mala estufada de propina viva da JBS. No dia 27 de abril, o homem da mala – da estrita confiança do presidente Michel Temer – deslocou-se de Brasília para São Paulo, onde no dia seguinte recebeu 10 mil notas de R$ 50 somando R$ 500 mil em dinheiro da empresa.

As informações constam de relatório da Polícia Federal na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato que mira Loures e o presidente.

+ ‘O que você decidir está bom para mim’, disse homem da mala a Temer

 

Julia Affonso, Fausto Macedo e Fabio Serapião

 

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) usou um jatinho da FAB para pegar a mala estufada de propina viva da JBS. No dia 27 de abril, o homem da mala – da estrita confiança do presidente Michel Temer – deslocou-se de Brasília para São Paulo, onde no dia seguinte recebeu 10 mil notas de R$ 50 somando R$ 500 mil em dinheiro da empresa.

As informações constam de relatório da Polícia Federal na Operação Patmos, desdobramento da Lava Jato que mira Loures e o presidente.

 

 

 

O voo partiu da capital federal às 19h. O homem da mala pegou carona do ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações/ PSD-SP), que consta nos registros da FAB como o requisitante da aeronave. Outros cinco passageiros teriam embarcado na companhia de Kassab e do homem da mala, mas a identidade dessas pessoas não aparece no documento da Força Aérea Brasileira.

A aeronave pousou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 20h55, de 27 de abril. Loures estava sob monitoramento de ação controlada da PF, autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

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Os agentes o filmaram em diversos deslocamentos pela capital paulista. A cena crucial da investigação mostra o homem da mala saltitante pela Rua Pamplona, nos Jardins, carregando a propina que havia acabado de receber das mãos do executivo Ricardo Saud, diretor de Relações Institucionais da J&F, controladora da JBS.

Rocha Loures. Foto: André Coelho/Agência O Globo

O monitoramento da PF flagrou Rocha Loures, ainda no dia 27, preocupado em não perder a viagem de qualquer maneira. Mesmo com a possibilidade de tomar voo da FAB, o homem da mala solicitou a Alessandra, apontada pelos investigadores como sua assessora na Câmara, que providenciasse a compra – com dinheiro público – uma passagem comercial para São Paulo.

“Entende-se uma preocupação em embarcar em tal dia, inclusive existe a menção a um jantar as 20 horas em São Paulo”, destaca a PF. “No mesmo diálogo, Rocha Loures menciona manter o voo com Kassab.”

A PF transcreveu o diálogo do homem da mala com Alessandra. Naquele instante, Loures aparentemente estava chegando ao Palácio do Planalto.

Loures: a princípio você diga pro ministro Kassab se não tiver uma outra, uma outra .. aqui a esquerda a gente vai pro palácio do planalto, vai pela frente, ééé…

Alessandra: mantenha a reserva do senhor?

Loures: e mantem o voo lá com o Kassab uma hora.

Alessandra: tá

Loures: mas imediatamente veja se tem alguma outra opção porque o ideal pra mim era sair daqui seis da tarde.

Alessandra: tá, chega Iá a seis ne? Sair umas … chegar Iá às seis ou sair às seis?

Loures: ééé eu tenho um jantar, eu tenho um jantar às oito horas

Alessandra: tem, oito e meia

Loures: o ideal era chegar em São Paulo sete horas

Alessandra: tá eu já vou começar a ver aqui então

Loures: tá bem?

O homem da mala ainda pediu a Alessandra que providenciasse ‘volta no outro dia, ou seja, após o encontro com Ricardo Saud’, indica a PF.

A comprovação de que Loures usou de fato o jatinho da FAB para se deslocar a São Paulo, segundo a PF, é o grampo que o pegou às 18h43 daquele dia 27.

“Provavelmente durante o embarque para São Paulo no dia 27 de abril 2017, às
18:43, Rocha Loures demonstra que embarcou em um voo da FAB com ministros. Na mesma conversa, após quatro minutos de diálogo, afirma ter conversado com o presidente Michel Temer ‘ontem’, dia 26 de abril de 2017 e ‘hoje’, dia 27 de abril de 2017”, destaca a PF.

“Verifica-se nos registros de voos da FAB que ocorreu um trecho com o Ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações às 19h de Brasília para São Paulo, motivo “serviço” e com previsão de sete passageiros, pousando no destino às 20h55, condizente com o que o deputado narrou no ultimo dialogo apresentado.

COM A PALAVRA, MINISTRO KASSAB

Por meio de sua Assessoria de Imprensa, o ministro Kassab declarou. “Na data mencionada, o ministro Kassab deslocou-se a São Paulo como mencionado, para cumprimento de agenda da pasta. E é prática comum que parlamentares usem aeronaves da FAB para deslocamento, quando disponíveis, não havendo qualquer impedimento legal.”

Os ‘vínculos pretéritos e atuais’ entre Temer e Rocha Loures.

 

Polícia Federal produziu documento sobre vínculos entre ‘homem da mala’ e presidente da República, para mostrar que ex-assessor preso pela Lava Jato tinha ‘canal aberto de comunicação’ com o Planalto

Ricardo Brandt, Fábio Serapião e Julia Affonso

 

Michel Temer e Rodrigo Rocha Loures. Foto: Dida Sampaio/Estadão

A Polícia Federal produziu um relatório sobre os “vínculos pretéritos e atuais” entre o presidente, Michel Temer, e o “homem da mala” Rodrigo Rocha Loures, que foi seu chefe de gabinete e assessor presidencial.

“Loures mantinha um canal aberto de comunicação com a Presidência da República, o que lhe propiciava saber não só de ocorrências cotidianas do Palácio do Planalto, mas sobretudo e em particular, sobre a agenda presidência”, registra a informação policial número 25, anexado ao inquérito contra Temer.

O documento, de 12 de junho,  buscou mostrar os vínculos e a proximidade do “homem da mala” com Temer, como homem de sua confiança. Além de mensagens monitoradas, foram listadas as nomeações de Loures como assessor no Planalto, as doações e mensagens gravadas para a campanha de deputado, em 2014.

O objetivo era embasar o apontamento de Loures por Temer como interlocutor nas conversas com o dono da J&F, Joesley Batista, em conversa gravada pelo delator no Palácio do Jaburu, no dia 7 de março.

Em uma conversa telefônica de Loures do dia 9 de maio, quando ele já tinha assumido cargo de deputado federal, ele afirma ao interlocutor “que está exercendo uma ‘dupla jornada’, referindo-se à continuidade dos seus trabalhos no Palácio do Planalto”.

A PF reuniu ainda outras conversas de Loures em que ele atua e busca influenciar decisões do Planalto.

“De igual modo, no áudio de 12 de abri de 2017, observa-se que o deputado Rocha Loures, embora já não mais ocupando o cargo de assessor especial da Presidência da República, continuava intermediando contatos com a Presidência da República e gozando de facilidade e celeridade na marcação de audiencia no Palácio do Planalto.”

A PF diz que o “homem da mala” “mantinha um canal aberto de comunicação com a Presidência da República, o que lhe propiciava saber não só de ocorrências cotidianas do Palácio do Planalto, mas sobretudo e em particular, sobre a agenda presidencial”.

Assessor. A PF reuniu cópias dos diários oficiais com as nomeações de Loures para assessor Temer. A primeira delas de 2011, quando ele assumiu a chefia de gabinete do recém eleito vice-presidente da República.

Consta que depois de ocupar mandato de deputado federal de 2007 a 2010 pelo PMDB do Paraná, Loures perdeu a disputa, mas foi convidado para ser braço-direito de Temer.

O documento registra ainda que Loures foi eleito suplente em 2014 de deputado, em caso de vaga deixada por Osmar Serraglio (PMDB-PR), mas que em 2015 foi nomeado para chefe da assessoria parlamentar da vice-presidência.

“Rocha Loures voltou a ocupar o mesmo Cargo de Chefe da Assessoria Parlamentar da Vice-Presidência da República, conforme publicação do Diário Oficial da União de 23 de janeiro de 2015, mantendo-se assim o vínculo com o entãoo Vice-Presidente Michel Temer”, registra o documento.

Três meses depois, o “homem  da mala” passa a ocupar uma nova função no Palácio do Planalto, “dessa vez como Chefe de Gabinete do Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República”.

Cargo que ocupou até o impeachment da presidente Dilma Roussef. “Em 22 de setembro de 2016, Rocha Loures foi nomeado ao Cargo de Assessor Especial do Gabinete Pessoal do Presidente da República.” Cargo que permaneceu até assumir cadeira na Câmara dos Deputados, quando Serraglio foi nomeado ministro da Justila.

Doador. O documento da PF sobre a proximidade entre Temer e Rocha Loures destaca ainda as doações feitas pelo presidente para a campanha de deputado federal do “homem da mala”, em 2014, e a mensagem gravada por ele para a campanha.

Dados oficiais mostra que Temer pagou R$ 200 mil para a campanha de Loures, em 2014, em duas doações de R$ 100 mil.

Um editorial importante do jornal O Estado de São Paulo.

O horário gratuito e os nanicos

Sistema em vigor embute uma poderosa fonte de corrupção

O Estado de S.Paulo

 

O financiamento de campanhas eleitorais por corporações privadas é uma óbvia fonte de ilicitudes, como se tem comprovado nos últimos tempos no País, e essa é uma das razões pelas quais essa prática foi sabiamente vetada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As doações eleitorais de pessoas físicas, insuficientes para os padrões milionários de nossas campanhas eleitorais, são permitidas dentro dos limites legais. Mas o sistema em vigor de predominância do financiamento público, que é enfaticamente defendido por maliciosos defensores da Justiça e da moralidade, embute uma poderosa fonte de corrupção que tende a ser negligenciada quando se discute a urgente necessidade de uma ampla reforma política: o chamado horário eleitoral gratuito no rádio e na TV.

Para começar, de gratuito esse tempo oferecido aos partidos políticos não tem nada, porque é pago pelos cofres públicos, ou seja, pelo contribuinte. É um bom negócio para as emissoras de rádio e televisão – ao contrário do que muitos imaginam – e, principalmente, para os partidos. Tanto para os que precisam de tempo de exposição na mídia para conquistar votos como para os que não têm nenhuma pretensão eleitoral – as chamadas legendas de aluguel –, mas faturam alto vendendo o tempo a que têm direito em nome de “alianças” ou “coligações” cujo valor se mede em moeda corrente.

A propaganda eleitoral obrigatória no rádio e na TV aberta foi imaginada como um modelo de justa distribuição de tempo entre candidatos e partidos, de modo a eliminar a influência do poder econômico no processo eleitoral. Para tanto, é proibida a compra de tempo no rádio e na TV por partidos e candidatos. A lei estabelece que as emissoras devem ceder gratuitamente às legendas tanto o tempo para a propaganda de seus programas políticos, fora do período eleitoral, como para a propaganda dos candidatos, no tempo limitado da campanha eleitoral. De acordo com a lei, a cessão desse tempo é ressarcida às emissoras na forma de isenção fiscal, em montante equivalente a 80% do valor estabelecido nas respectivas tabelas de preço. Dependendo do volume, nas negociações de venda de publicidade comercial os descontos concedidos pelas emissoras costumam ser maiores do que 20%.

Para efeito de campanha no rádio e na TV, a cada legenda é atribuído um tempo proporcional a sua representação nas Casas legislativas. Partidos nanicos, obviamente, dispõem de tempo reduzido, existindo um mínimo para os que não dispõem de representação parlamentar. Mas, em se tratando de campanha eleitoral, cada segundo é valioso. E esse é o momento em que os nanicos – inclusive os que se definem como “ideológicos” – usam seu poder de barganha para compensar os recursos igualmente escassos que provêm da outra fonte importante de financiamento, o Fundo Partidário.

Somados, os recursos diretos do Fundo Partidário e os indiretos – em todos os sentidos – da chamada propaganda gratuita tornam a existência de pequenos partidos políticos – que, de modo geral, estão condenados a permanecer nessa condição – suficientemente atraente e gratificante para pretensas lideranças absolutamente desimportantes no cenário político, frequentemente movidas por ambição pessoal, vaidade ou tino para negócios.

Vai uma enorme distância, portanto, entre, quando as há, as boas intenções de um sistema de financiamento público de partidos e campanhas eleitorais e a realidade do sistema político-partidário-eleitoral em vigor. O déficit de representatividade popular é em parte o resultado de um sistema partidário viciado e decadente.

Diante de absurdos como a existência de 35 partidos políticos registrados na Justiça Eleitoral e outros 50 na expectativa de terem aprovados seus pedidos de legalização, todos eles se beneficiando da mamata dos recursos públicos, não há a menor possibilidade de que a atividade política, essencial à democracia, seja efetivamente colocada a serviço do bem comum. Continuará sendo apenas um bom negócio para os maus políticos. Isso precisa mudar.

Casarão histórico será palco de importantes eventos culturais, de José Américo.

Casarão histórico será palco de importantes eventos culturais

Artes plásticas, fotografias, esculturas, teatro, boa musica, bumba-boi e brincadeiras juninas são algumas atividades envolvidas na programação que o Coletivo Cultural, com apoio da Prefeitura Municipal de Ipiaú, realiza entre os dias 26 e 29 de junho no Casarão de Zé Américo , o mais novo espaço de eventos artísticos da cidade.

O evento tem inicio às 19 horas da próxima segunda-feira, 26, com a instalação do Salão de Artes Visuais que reúne exposições fotográficas de Rogério Ferrari, Allisson Cafeseiro, Zenilton Meira, Gilson Santos, Marcus Reis e Augus Barreto, além de obras Jurnier Costa, Celau Tavares, Capitão, Dante Teixeira, Herbeth Campos, Jutahy Pamponet, Lula Vieira, Pedro Gabriel e outros artistas de Ipiaú e região.

A exposição fica diariamente aberta à visitação publica entre às 15 e 21 horas.

Na sequencia acontece a apresentação do espetáculo “Histórias de Cabaré”, encenado pelo Grupo Teatral Maktub, de Ilhéus, inspirado no romance Gabriela Cravo e Canela, de Jorge Amado, tendo como principal protagonista a atriz Maria Cândida que interpreta a cafetina Maria Machadão.

Também tem um show de forró genuíno com o cantor Sikilingue e outros músicos ipiaúenses. Não faltará a tradicional quadrilha junina, a folia do bumba-boi, iguarias típicas da época e um animado arrasta-pé.

Tombado como patrimônio histórico de Ipiaú, o Casarão de Zé Américo já é por si um monumento à cultura ipiaúense, uma relíquia histórica que remonta os primórdios do município, desde os tempos em que a localidade era conhecida como “Rapatição”.

A programação nesse sitio histórico será uma avant premier da Festa de São Pedro que ocorrerá na Praça Salvador da Matta e promete ser muito mais animada que as edições anteriores.

Foto de José Américo Castro.
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Por um Novo Cine Éden.

Foto de Por um Novo Cine Éden.

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 Éden cine, faz parte da historia de Ipiaú.

Temos de resgatar a nossa historia, para começar nós vamos resgatar o cine Éden.

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CARTA ABERTA AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA Rui Costa

Ipiaú-BA, 13 de junho de 2017.

A Sua Excelência o Senhor…

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“O Novo Sempre Vem”, já dizia Belchior. E é justamente para não vivermos presos no passado, que precisamos agora no presente, tomar as rédeas do futuro de Ipiaú. Que venha o Novo Cine Teatro Éden, que ainda vai desenvolver muitos artistas da região. Viva o Cine Teatro Éden e a Fanfarra Municipal de Ipiaú, ontem, hoje é sempre!

Revitaliza @ruicostaoficial

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“O Novo Sempre Vem”, já dizia Belchior. E é justamente para não vivermos presos no passado, que precisamos agora no presente, tomar as rédeas do futuro de Ipiaú. Que venha o Novo Cine Teatro Éden, que ainda vai desenvolver muitos artistas da região. Viva o Cine Teatro Éden e a Fanfarra Municipal de Ipiaú, ontem, hoje é sempre!

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#porumnovocineeden

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Vejam a Reconstituição do Cine Teatro Éden, criada pelo Engenheiro Pompeu Teixeira Rodriguez. Torcemos para que o Governador do Estado Rui Costa se sensibilize e Revitalize o Cine Teatro Éden.

#PorUmNovoCineEden #RevitlizaOCineTeatroEden #Ipiau #Bahia #Brasil#Cinema #Teatro

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Ipiaú Unida #porumnovocineeden

Revitaliza @ruicostaoficial

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Um dos ipiauenses mais antigos, Manoel Matos, também apoia o movimento #PorUmNovoCineEden

Vejam o vídeo feito por Noélia Matos.

Produção Cultural, atual vencedor do Prêmio Certisign, conferiu a abertura do evento Circuito Cine Éden e deixou a sua mensagem Por um Novo Cine Éden.
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Segue a revisão biométrica dos eleitores de Ubatã, Barra do Rocha e Ibirapitanga

Revisão Biométrica ocorre no Cartório Eleitoral (Foto: Ubatã Notícias)

A Justiça Eleitoral da 134ª Zona Eleitoral, responsável pelos municípios de Ubatã, Ibirapitanga e Barra do Rocha, continua realizando o procedimento de revisão biométrica do eleitorado, cujo data de encerrado será dia 31 de julho. As pessoas que ainda não fizeram o procedimento devem comparecer ao Cartório Eleitoral, localizados na rua Presidente Médici, em Ubatã, munidos de cópias do comprovantes de residência e documento de identificação com foto. As cópias devem ser apresentadas juntamente com os documentos originais. A revisão biométrica para os eleitores de Ubatã ocorre de segunda a quinta-feira; já os eleitores de Camamuzinho e Barra do Rocha realizam o procedimento às sextas-feiras. A revisão biométrica ocorre também na Câmara Municipal de Ibirapitanga. Às segundas e terças a revisão é para os eleitores de Ibirapitanga; às quartas e quintas para o eleitor de Itamarati e as sextas-feiras para o eleitor de Novo Horizonte. O horário de atendimento é das 8h às 16:30min. Quem não realizar a revisão terá o título cancelado. (Ubatã Notícias)