Jornal Plural IpiaúConfira as edições impressa. Leia online ou baixe em PDF

Otto afirma que “aves de agouro” tentam vincular PSD a operação Fraternos.

[Otto afirma que “aves de agouro” tentam vincular PSD a operação Fraternos]

 Por: Luiz Fernando Lima

A Operação Fraternos da Polícia Federal que investiga fraudes em processos licitatórios nas cidades de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz esteve no escritório da empresa Steel Empreendimentos e Serviços localizado no Mundo Plaza, avenida Tancredo Neves, em Salvador, na manhã desta terça-feira (7).

A informação foi revelada pelo o senador e presidente estadual do PSD, Otto Alencar. Isso porque chegou-se a noticiar que a sede do PSD da Bahia, que fica no mesmo edifício comercial, teria sido o alvo da operação.

“As aves de agouro que trabalham contra o PSD soltaram isso. Mas não teve nada na sede do partido. Até porque não há nenhum tipo de documento de prefeito no escritório do partido. Lá se tem a vida política dos municípios com informações a respeito das comissões provisórias. Não tem porque ir lá. Isso foi algo (noticiado) de forma irresponsável do ponto de vista de querer vincular uma coisa a outra”.

Os três prefeitos envolvidos Cláudia Oliveira (Porto Seguro), Robério Oliveira (Eunápolis) e Agnelo Santos (Santa Cruz) são do PSD. Otto diz que Cláudia e Robério foram bons gestores. “Até porque foram reeleitos. Se houve erro do ponto de vista do descumprimento da lei ou improbidade será preciso dar o direito de resposta mostrar suas razões. A posição do partido é aguardar as investigações para ver o que vai ser comprovado ou não”.

 

 

 

Três prefeitos são suspeitos de fraudes de R$ 200 milhões em licitações.

Gestores de Eunápolis, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro foram afastados

Três cidades do Extremo Sul da Bahia – Eunápolis, Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro – estão sendo alvo na manhã desta terça-feira (07) de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga  contratos fraudados em valores de aproximadamente R$ 200 milhões.

Segundo a PF a operação, batizada de Fraternos, tem o objetivo de “desarticular organização criminosa criada por prefeitos parentes entre si, responsáveis por fraudar licitações nas prefeituras”.

Os prefeitos José Robério Batista de Oliveira (PSD), de Eunápolis, Claudia Oliveira (PSD), de Porto Seguro, e Agnelo Santos (PSD), de Santa Cruz Cabrália, foram  afastados dos cargos por ordem da Justiça Federal e ainda são alvos de mandados de condução coercitiva – quando são levados para prestar depoimento.

O CORREIO entrou em contato com as prefeituras, mas não teve retorno até o momento. A PF chegou a pedir a prisão dos três prefeitos, mas o Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou.

Em 2012, quando ainda era candidata, Claudia apareceu em um vídeo debochando sobre um possível desvio de verba de orçamento da cidade. O vídeo foi divulgado pelo jornal O Globo.

Cerca de 250 policiais federais, com apoio de 25 auditores da Controladoria-Geral da União e de membros do Ministério Público Federal, cumprem, nos estados da Bahia, São Paulo e Minas Gerais, 21  mandados de prisão temporária, 18 de condução coercitiva e 42 de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

As investigações, de acordo com a investigação da PF,  apontam que as prefeituras envolvidas contratavam empresas relacionadas ao grupo familiar para fraudar licitações, simulando a competição entre elas.

“Após a contratação, parte do dinheiro repassado pelas Prefeituras era desviado, utilizando-se de ‘contas de passagem’ em nomes de terceiros para dificultar a identificação do destinatário final dos valores arrecadados, que, em regra, retornavam para membros da organização criminosa, inclusive através de repasses a empresa de um dos prefeitos investigados. Essas mesmas empresas também eram utilizadas para a lavagem do dinheiro ilicitamente desviado”, afirmou a PF, em nota.

Em um dos casos investigados, uma das empresas do esquema tinha como sócio um ex-funcionário de outra empresa do grupo criminoso, que teria investido R$ 500 mil na integralização do capital. Os policiais federais descobriram, no entanto, que a renda mensal do ex-funcionário era de apenas R$ 800 à época.

“Os policiais identificaram uma verdadeira ‘ciranda da propina’ na qual as empresas dos parentes revezavam as vitórias das licitações para camuflar o esquema e, em muitos casos, chegavam ao extremo de repassar a totalidade do valor contratado na mesma data do recebimento a outras empresas da família”, destacou a PF.

Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Matérias relacionadas:

PF deflagra operação Fraternos contra prefeitos de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz Cabrália

Fraternos: PF suspeita que prefeitos tenham fugido e avalia pedido de prisão

Prefeita alvo da Fraternos já falava em desvio de ‘bilhão’ há cinco anos. Assista.

 

 

Alvo de operação da PF, prefeita de Porto Seguro debocha de desvio de verba em vídeo

Da Redação A Tarde.

Prefeita é investigada em operação da PF
Reprodução | Youtube.

Prefeita é investigada em operação da PF - Foto: Reprodução | Youtube

Uma das investigadas pela Operação Fraternos – deflagrada nesta terça-feira, 7, pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União -, a prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira (PSD), apareceu em um vídeo de 2012 sugerindo um possível desvio de verbas do município para benefício próprio.

Na época da gravação, Cláudia era deputada estadual e candidata à Prefeitura. As imagens mostram o momento em que ela sugere, em tom de brincadeira, a construção de uma ponte no valor de R$ 2 bilhões e a destinação de metade deste valor para si mesma.

“Eu vou botar umas emendas, farei projetos para uma ponte que vai beneficiar aqui toda a comunidade. Na ponte, onde serão investidos dois bilhões. Um bilhão eu fico”, diz ela.

Após a divulgação das imagens, Cláudia chegou a chorar durante uma entrevista a um programa de televisão e afirmou que se tratava de uma montagem.

Operação Fraternos

Cláudia e os prefeitos José Robério Batista de Oliveira (Eunápolis) e Agnelo Santos (Santa Cruz Cabrália), todos filiados ao Partido Social Democrático (PSD), foram afastados de suas funções e têm mandados de condução coercitiva em aberto por conta do envolvimento com uma organização criminosa que fraudava licitações e desviava recursos das prefeituras.

Os três podem ter a prisão preventiva decretada ainda nesta terça, 7, segundo o superintendente regional da Polícia Federal na Bahia, o delegado Daniel Justo Madruga.

“Existe um indicativo de fuga, apesar de que não havia sido determinada a prisão deles, somente de condução coercitiva. Se, nas próximas horas, nós não localizarmos ou eles não se apresentarem, estamos avaliando pedir a prisão preventiva de todos eles”, ressalta o delegado.

Add a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *