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Assessor afirma que devolvia 80% do salário a Geddel e Lúcio.

[Assessor afirma que devolvia 80% do salário a Geddel e Lúcio]

Por: Redação BNews.

O ex-assessor do deputado Lúcio Vieira Lima, Job Ribeiro Brandão afirmou que devolvia 80% do seu salário ao peemedebista e seu irmão, Geddel Vieira Lima, o que daria aproximadamente R$ 8 mil mensais.

De acordo com a revista Época, os recursos eram entregues em dinheiro vivo.
O assessor contou ainda que quando passou a cuidar do pai dos peemedebistas, Afrísio Vieira Lima, sua remuneração aumentou e ele passou a devolver 70%.

Na prática, como devolvia parte do salário, a renda líquida de Job estava em R$ 3,7 mil mensais. Ele foi exonerado do cargo ocupado no gabinete de Lúcio Vieira Lima após ser alvo das medidas cautelares do STF.

A defesa de Lúcio e Geddel informou que só irá se manifestar após ter acesso ao teor do documento.

O Antagonista:

Ex-assessor diz que devolvia salário a Geddel e Lúcio


Job Ribeiro Brandão, o ex-assessor de Lúcio Vieira Lima, disse que tinha um acordo com Lúcio e seu irmão Geddel para devolver 80% do seu salário, o que totaliza cerca de R$ 8.000 mensais.

A acusação, revelada pela revista Época, está em petição enviada por Brandão ao Supremo. Nela, sua defesa pede redução da fiança alegando que seu salário real é muito inferior aos R$ 14.300 que constam do site da Câmara.

O ex-assessor, hoje em regime domiciliar, teve suas digitais detectadas em notas que estavam no meio dos R$ 51 milhões armazenados no bunker da propina.

O Antagonista

Que absurdo, nunca tinha ocorrido isto nos órgãos públicos.

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ÉPOCA:  Ex-assessor diz que devolvia 80% do salário em dinheiro vivo a Geddel e Lúcio.

Job Ribeiro Brandão, preso por ter as digitais nos R$ 51 milhões, apresentou o argumento ao STF para pedir a redução no valor da fiança estipulada, porque não teria recursos para pagá-la

AGUIRRE TALENTO E MATEUS COUTINHO
O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB - BA) (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Ex-assessor parlamentar do deputado peemedebista Lúcio Vieira Lima e do seu irmão Geddel, Job Ribeiro Brandão apresentou uma nova e grave acusação contra seus ex-chefes: afirmou que tinha um acordo para devolver 80% do seu salário aos peemedebistas, o que daria aproximadamente R$ 8 mil mensais. Os recursos eram entregues em dinheiro vivo por Job, segundo seu relato inédito, obtido com exclusividade por ÉPOCA, que indica um desvio dos recursos públicos usados para pagar o salário do assessor.

Atualmente preso em regime domiciliar após ter suas digitais encontradas em notas de dinheiro que faziam parte dos R$ 51 milhões no bunker que seria de Geddel Vieira Lima em Salvador, o ex-assessor apresentou uma nova petição ao Supremo Tribunal Federal na noite desta terça-feira (7), obtida por ÉPOCA, na qual faz essa nova acusação. No documento, a defesa pede que seja reduzida o valor da fiança porque o salário real de Job seria muito menor do que os R$ 14,3 mil brutos que constam no site da Câmara dos Deputados.

“Mesmo ciente das consequências da formalização de suas declarações, inclusive para a própria vida, mas convicto da necessidade de expor a verdade dos fatos, a fim de viabilizar o atendimento do que aqui se pleiteia, o investigado declarou a este causídico que, conforme acordado com os parlamentares, sempre devolveu, em dinheiro, cerca de 80% de sua renda”, diz a petição, assinada pelos advogados Marcelo Ferreira e Felipe Dalleprane.

Trecho de manifestação do ex-assessor Job Brandão ao STF (Foto: Reprodução)

Job esclareceu ainda que, quando ganhou uma função extra, sua remuneração aumentou. Isso porque ele passou a cuidar do pai dos peemedebistas, Afrísio Vieira Lima –uma função particular paga com recursos públicos. “Quando o pai do deputado adoeceu, em 2015, passou a devolver 70%, porque, além de suas tarefas habituais, passou a ajudá-lo nos cuidados com a saúde”, diz a petição.

Os advogados juntaram uma declaração escrita assinada por Job, sobre a qual se baseou a petição, e fotos mostrando que o ex-assessor é responsável por cuidar dos pais idosos, que dependem financeiramente dele. Juntaram ainda documentos comprovando os rendimentos líquidos, que, após os descontos obrigatórios, era de R$ 10,8 mil. Na prática, porém, como devolvia parte do salário, sua renda líquida estava em R$ 3,7 mil mensais. Job foi exonerado do cargo ocupado no gabinete de Lúcio Vieira Lima após ser alvo das medidas cautelares do STF.

O ministro do STF Edson Fachin havia reduzido de 100 salários mínimos para 50 salários mínimos (aproximadamente R$ 46 mil) a fiança estipulada para Job, mas ainda assim sua defesa argumenta que ele não tem condições de pagar.

Trecho de manifestação do ex-assessor Job Brandão ao STF (Foto: Reprodução)

“É exatamente por essas razões que o investigado não acumulou patrimônio, daí porque não procede a assertiva da PGR no sentido de sugerir ‘a probabilidade de que Job Ribeiro Brandão oculte patrimônio pessoal dos órgãos oficiais’ (fls. 1.429-1.434). Ao contrário, sua situação financeira é muito precária, ao ponto de estar efetivamente sujeito à prisão preventiva, porque, qualquer que seja a decisão de vossa excelência, não terá condições de pagar qualquer fiança”, afirmou a defesa.

Procurada, a defesa de Lúcio e Geddel informou que só irá se manifestar após ter acesso ao teor do documento.

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